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Mãe

A crônica de Francisco Santana

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“Pode secar-se num coração de mulher a seiva de todos os amores, porém nunca se extinguirá o amor materno”. (Júlio Dantas)

Mãe: dizer que o seu amor tem um comprimento do oriente ao ocidente; que sua largura é do norte ao sul; que sua profundidade, da superfície ao centro da terra e que sua altura da terra ao céu, todos já sabem. Para que repetir! Dizer que seus filhos são uma raridade e destituídos de vícios, pecados, já foi falado, escrito e declamado por todos. Dizer que o seu valor não tem limites, não é novidade para ninguém. Que é aquela mulher que teve a felicidade e o sofrimento alegre de gerar uma nova vida é a lei natural dos filhos, isso é natural, também não é novidade.

Há um mandamento da lei divina que diz: “Honrai o vosso pai e a vossa mãe”.  O meu honrar é diferente do conceito: “princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como a honestidade, dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente virtuosas”. Ele é baseado no conceito espírita que não é somente respeitá-los e sim, assisti-los na necessidade, proporcionado-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância. O mau filho analisa tudo isso como uma obrigação e desrespeitosamente comenta que não pediu para nascer. Ele se esquece do leite sugado dela que lhe deu vida e o fez crescer, das noites mal dormidas para lhe cobrir do frio, lhe medicar e afagá-lo com palavras e gesto de carinho.

Mãe é atenção, perspicácia e discrição. Ela pensa muito porque sabe que qualquer ação sem pensamento é um esforço em vão e perigoso. A sua discrição é um somatório de dados para agir oportunamente e desenvolver sua posição de ver, ouvir, calar ou ver ouvir e meditar para agr. Ela sabe que não há querer sem saber. É também uma educadora porque sabe que a “educação não pode ser delegada somente à escola, porque o aluno é transitório, mas o filho é para sempre” (Içami Tiba).

Mãe não rejeita o filho ingrato, aquele que saqueia a casa para adquirir e consumir drogas e quando abordado a agride fisicamente. Ela o perdoa pelo amor incomensurável e crê na sua reeducação e reabilitação. Essa constância a consome física e emocionalmente. Haja orações, haja fé.

No dia em que Deus criou as Mães, um anjo apareceu e Lhe disse:

– Por que esta criação está Lhe deixando tão inquieto Senhor?
E o Senhor Deus lhe respondeu:
– Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e lhe disse:
– Seis pares de mãos Senhor? – Parece impossível?!
Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus – e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
– E tem isso no modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:
– Um par de olhos para ver através de portas fechadas para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro; outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: – “Eu te compreendo e te amo! – sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta-Lhe:
– Senhor… já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
– Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de nove anos a tomar banho…
O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
– É muito delicada Senhor!
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
– Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
O anjo, analisando melhor a criação, observa:
– Há um vazamento ali Senhor…
– Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
– Vós sois um gênio, Senhor! – disse o anjo entusiasmado com a criação.
– Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim…

Mãe, a sua determinação a encoraja a superar os obstáculos mais difíceis sem perder a sensibilidade e transformar qualquer sonho em realidade.

Parabéns a você pelo seu Dia.

(Fontes: Ritual/Internet/Livro Espírita)

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