Uma volta em nosso sistema solar

Márcio Nogueira de Paiva

Gostaria primeiro de explicar meu afastamento temporário deste canal de notícias tão importante para nossa região. Como gosto de músicas, vou começar com uma que acho pouco conhecida, do Ednardo: “Arrepare não, mas enquanto engoma a calça eu vou lhe contar uma história bem curtinha…” Depois de alguns anos vivendo no espaço em uma missão secreta da NASA em conjunto com agências de outras nações (até hoje não sei por que fui escolhido, mas tenho um palpite forte: se tivessem problemas e o único recurso fosse desfazerem-se de peso eu deveria ser a última solução). Foi com esse pensamento que tive coragem de partir. Agora retorno. Pousei há poucos dias e após uma quarentena para verificar se todos os meus aspectos de saúde e psicológicos estavam dentro do normal liberaram-me para a volta à casa. A saudade era e ainda é grande. Mas como canta Elba: “Estou de volta pro meu aconchego….”

Minha base era no Planeta Marte (que não tem nada de vermelho: ele também é azul). Não sei se é como uma deferência ao Clube Belo-Horizontino, mas Marte é azul. E lhes garanto uma coisa: nosso Sistema Solar é magnificamente lindo. Fico imaginando como será o Cosmos inteiro, apesar do Pelé já ter jogado lá.

Lá a comunicação se dá por telepatia. Só existe um problemão para nós terráqueos: só devemos e podemos pensar coisas boas, ser gentis, afáveis, dinâmicas, etc, etc… Tudo de ruim, venenoso, traiçoeiro, invejoso que pensamos eles sabem na hora. Caso tenhamos problemas com isto somos encaminhados à Escola do Amor.

Mas as expedições que fizemos foram maravilhosas: estivemos em Júpiter, Urano, Plutão e o que mais me fascinou foi Saturno. Até tentei “roubar os anéis” e trazê-los para presentear a Rainha do Rock Rita Lee. Quando cheguei e soube de sua morte, além da tristeza pensei: é; eles devem ficar lá mesmo.

E pensei também: pior do que roubar, é roubar e não aguentar carregar. Ou não poder carregar. Eu de modo algum poderia trazê-los.

Mas o que mais me impressionou em minha volta foi como a humanidade soube tratar de uma pandemia com tanto trabalho conjunto, zelo, pesquisas, sem colocar os egos individuais e nacionais em primeiro lugar e a colaboração dos laboratórios envolvidos. Quase a totalidade dos líderes mundiais acreditando nos cientistas realmente capacitados, preparados e conhecedores com o que estavam lutando. A população acreditando e fazendo sua parte, com uso de máscaras, cuidando da higiene pessoal e paralisando, dentro do possível suas atividades laborais e evitando aglomerações.

Até que os cientistas realmente capacitados elaborassem, em tempo recorde, vacinas que salvaram e ainda continuam salvando milhares de vidas.

Mas, para nós brasileiros a luta continua. Muitos casos de dengue e doenças assemelhadas nos assolam e a procura pelas vacinas é pequena. O governo atual está até remanejando imunizantes de locais onde a procura é pequena para outros locais. O que estaria acontecendo para vermos esta situação? Será que desacreditamos tão rapidamente que as vacinas são realmente eficazes?

No Brasil temos muito a agradecer à Fundação Oswaldo Cruz, Instituto Butantã, Fundação Ezequiel Dias, Centros Universitários espalhados pelo País, seus cientistas e colaboradores, assim como tantos outros centros de pesquisa e criação de imunizantes por nossas vidas.

Muito obrigado a todos vocês, mas, infelizmente, se vencemos uma batalha, acho que a guerra só está começando. A raça humana ainda tem muito para aprender e colocar em prática o aprendizado.

Bom fim de semana a todos.

Márcio Nogueira de Paiva – Barbacena-MG, 06 de abril de 2024.

NOTA: como esta missão que fiz é ULTRA-SECRETA, escrevi o texto e logo coloquei-o no meu triturador de papéis, sem deixar cópia alguma.

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