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Palavras de passe

Francisco Santana

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Há tempos mantenho um projeto com a chegada do final do ano, onde listo várias metas que tenciono cumpri-las. Desde a primeira listagem, nunca o cumpri integralmente. O que ficou pendente retorna para o ano seguinte até que todas se concretizem. Os percentuais de realizações chegam ao patamar de 50 a 70%. Algumas permanecem desde o primeiro projeto.

Como ela é feita após o Natal, tenho Jesus Cristo como um exemplo a seguir, em parte, porque seria muita pretensão querer ser igual. Sua trajetória de vida foi pautada com exemplos de amor, baseado no respeito, perdão, confiança, aceitação e compromisso. A máxima: “Amar o próximo como a si mesmo” nos conclama a desenvolvermos e crescermos interiormente. “Se nada muda, nada muda”. 2019 nos alerta ver com atenção para conhecer a realidade e não a aparência; ouvir e entender melhor para distinguir entre o bem e o mal. Ninguém é responsável pelo que ouve, mas pelo que diz. Vamos exercer o ver, ouvir e meditar para agir e combater os vícios enraizados em nosso interior: egoísmo, orgulho, apego material e as paixões.

Todo ano, anseio me desapegar de tudo que me aprisiona como a internet, celular, noticiários e a condicional “se”. Exercitar o silêncio, ser mais tolerante com as opiniões alheias dando crédito às comprovadas, ser meu melhor amigo, onde a principal meta é a busca incessante pela felicidade. Prevejo um crescimento moral e intelectual eliminando o orgulho, o egoísmo acercando-me de gente de bem e de bons livros. Reclamar menos, cobrar menos. Ser amigo dos meus amigos, ser corajoso, prático, atuante e valorizando quem mereça. Nada de submissão, pois a vida merece respeito. Ansiei rir, gargalhar, meditar, alimentação sadia sem exercer a gula, valorizar o amor, família, amigos, filhos, netos, os cinco sentidos, saúde, animais e a vida.

Eu tinha o costume de conversar virtualmente com uma colega de Barbacena sem nunca tê-la conhecido fisicamente. Ela também dizia que não me conhecia. De tantas confidências, nos tornamos amigos. Era uma pessoa boa, altruísta, inteligente, muito religiosa e apaixonada pelos filhos e familiares. Num de nossos diálogos eu lhe falei sobre o meu projeto de metas. Ela achou interessante e me disse que o copiaria. Confidenciei a ela que a minha meta de número um seria conhecê-la. Ela me disse: “Empatamos”.

O ano de 2017 passou rapidamente e no meio do caminho minha irmã Sônia Santana foi diagnosticada com câncer. Fiquei abalado e dividi a triste notícia com a amiga que prometera ajudar-me com orações. Numa outra comunicação eu lhe comuniquei o óbito da Sônia e fui consolado com palavras solidárias. Ela me confessou que também estava com câncer e me pediu orações. Em pouco tempo, ela morreu e a meta de nos conhecermos pessoalmente não se concretizou.

Depois dessas duas perdas, o meu projeto perdeu força e vigor. Outro semelhante foi criado e vai se chamar: Palavras de passe. Será assim: vou pensar em três palavras ricas em conteúdo que me guiarão pelo ano de 2019. Pensei em perseverança, humildade, perdão, coragem, determinação e amor. Destas escolherei três que me acompanharão e me guiarão durante todo o ano de 2019.

Essa crônica eu dedico às memórias de minha irmã Sônia Santana e de minha amiga Vânia Pompeu Campos pelas amizades, amorosidade, aprendizado e religiosidade.

(Fonte: Revista Vida Simples crônica de Luciana Pianaro).

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