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Casal de fotógrafos barbacenense representa o Brasil em revista internacional de fotografia analógica

Casal de fotógrafos barbacenense representa o Brasil em revista internacional de fotografia analógica - foto selecionada
Fotografia selecionada para o Festival Internacional de Fotografias “Foto em Pauta”

A fotografia analógica produzida em Barbacena acaba de conquistar reconhecimento internacional. O casal de fotógrafos Kelmer Maike e Bianca Almada foi convidado para representar o Brasil na primeira edição da revista internacional Verdant, publicação produzida pela plataforma Green Tones Magazine, dedicada exclusivamente à fotografia analógica com foco em tons de verde e paisagens naturais.

A edição inaugural reúne trabalhos de 28 fotógrafos de 13 países, distribuídos em 72 páginas. O convite aos artistas barbacenenses reforça a relevância crescente da produção analógica brasileira no cenário mundial da fotografia contemporânea.

Segundo os idealizadores da Green Tones Magazine, a proposta da publicação vai além da estética visual. A revista busca valorizar a experiência da fotografia em filme como um processo mais lento, sensível e contemplativo, em contraposição à velocidade das imagens digitais consumidas diariamente nas redes sociais. Para os criadores do projeto, fotografar em filme exige intenção, paciência e presença. Cada clique carrega escolhas conscientes, desde o carregamento do rolo até a espera pela revelação das imagens. É justamente essa relação mais humana e artesanal com a fotografia que norteia a identidade da revista.

A Green Tones Magazine nasceu inicialmente como uma página no Instagram voltada à curadoria de imagens analógicas em tons de verde — cor escolhida por sua ligação simbólica com a natureza, o crescimento e os ciclos da vida. Com o tempo, o projeto se transformou em uma comunidade internacional de fotógrafos apaixonados pela fotografia em filme. Na apresentação oficial da revista, os organizadores destacam que o verde, na fotografia analógica, ganha interpretações únicas dependendo do tipo de filme utilizado, da luz e da exposição. Diferentemente da fotografia digital, considerada mais precisa e previsível, o filme traz imperfeições e nuances que tornam cada imagem singular.

A publicação também deixa claro que seu foco permanece exclusivamente na fotografia analógica. Para os editores, a granulação, a imprevisibilidade e o processo manual fazem parte da essência artística que diferencia o filme das imagens digitais.

O reconhecimento internacional recebido por Kelmer Maike e Bianca Almada coloca Barbacena em evidência em um segmento artístico que valoriza sensibilidade, observação e conexão com o tempo e a natureza.

Sobre o projeto acesse Green Tones Magazine

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