A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, na última quarta-feira (2), em Conselheiro Lafaiete, um homem de 56 anos, suspeito de armazenar e adquirir imagens e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil. A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia Especializada na Investigação de Crimes Cibernéticos, do Departamento Estadual de Combate à Corrupção e Fraudes.
As investigações começaram em maio, após a Polícia Federal encaminhar uma notícia-crime indicando o envolvimento do suspeito — um dentista que atua na cidade — com material relacionado à exploração sexual infantil. Conforme a PCMG, mais de 800 arquivos, entre fotos e vídeos, foram encontrados armazenados em dispositivos eletrônicos do investigado.
Durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, foram recolhidos notebook, computador, celular e diversos pendrives na residência do homem, que mora sozinho em um prédio da cidade.
Ao ser interrogado, o suspeito alegou não saber que guardar esse tipo de conteúdo constituía crime. Ele afirmou que recebia os arquivos por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Incesto”. Questionado sobre o nome do grupo não ter despertado suspeitas, ele manteve a versão de desconhecimento. Embora não possua antecedentes criminais, o homem já foi alvo de medidas judiciais da Lei Maria da Penha, relacionadas à mãe de sua filha de 13 anos.
O delegado Adriano Assunção, chefe do Departamento de Combate à Corrupção e Fraudes, reforçou o empenho da PCMG no combate aos crimes de abuso sexual infantil. “Essa operação demonstra o trabalho incansável dos nossos investigadores, delegados e de toda a equipe para enfrentar esse tipo de crime que tanto afeta a sociedade”, afirmou.
A operação contou ainda com a participação da delegada Marcelle Bacelaki, titular da 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos, da chefe da Divisão de Crimes Cibernéticos e Defesa do Consumidor, Cristiana Angelini, e de outros agentes da unidade.
O caso segue sob investigação. Os materiais apreendidos serão periciados, e a polícia continua apurando a possível participação de outros integrantes do grupo.
Fonte: Fato Real











