O Tribunal do Júri da 3ª Vara Criminal da Comarca de Barbacena se reúne nesta terça-feira (12) para o julgamento de I. de P. I., que utiliza o nome social I. N. de P. I., e M. A. C. do N. . Eles respondem por homicídio qualificado pela morte de Carlos Henrique Júnior de Paula. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, o crime ocorreu no dia 29 de abril de 2024, por volta de 1h10, no Parque de Exposições de Santa Rita de Ibitipoca. Conforme os autos, os denunciados teriam agido “em comunhão de ações e unidade de desígnios”, utilizando um barrote de madeira e um canivete para agredir a vítima.
A acusação sustenta que Carlos Henrique Júnior de Paula sofreu diversos golpes, vindo a morrer em decorrência das lesões apontadas no laudo de necropsia. O Ministério Público denunciou os dois acusados por homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a investigação mencionada no processo, a motivação do crime estaria ligada a uma desavença anterior envolvendo a vítima e uma prima de um dos acusados. Testemunhas relataram que um dos acusados teria prometido vingança após uma briga anterior em que a prima ficou ferida. A sentença de pronúncia, assinada pelo juiz Alexandre Verneque Soares em novembro de 2024, destacou a existência de elementos suficientes para que os acusados fossem submetidos ao Tribunal do Júri. O Ministério Público também sustentou, ao longo do processo, que há indícios de que a vítima teve sua defesa dificultada durante as agressões.
A defesa dos acusados nega a prática de homicídio qualificado e sustenta a tese de legítima defesa. Em manifestações apresentadas no processo, os advogados alegam que houve agressões mútuas e questionam a versão apresentada pela acusação.
Após recursos apresentados pela defesa e mantida a decisão de pronúncia pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o julgamento foi marcado para esta terça-feira, às 9h, na 3ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Barbacena. A sessão será presidida pelo Juiz de Direito Alexandre Verneque e a acusação será feita pelo Promotor de Justiça Vinícius Chaves. A defesa tem os advogados Letícia Carvalhaes e Mateus Gonçalves.










