
Hoje, momento em que celebramos o Dia Nacional da Visibilidade Trans, nós somos convidados a pensar criticamente a situação de desigualdade, violências físicas e simbólicas, e a restrição de direitos que a população Trans vive no Brasil. 80 pessoas trans e travestis foram assinadas no país no ano de 2025.
O “DOSSIÊ assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2025”, publicado em janeiro de 2026 pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais demonstrou uma queda no número de assassinatos: em 2023 foram 145 assassinatos; em 2024, 122 e, em 2025, este número chegou a 80 pessoas violentamente mortas (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, 2026).
A professora de Sociologia Luana Emerenciano (Lulu) – foto acima, formada pela Universidade do Estado de Minas Gerais, Barbacena e, atualmente, graduanda em Serviço Social pela mesma instituição, ressalta que há distintas maneiras de excluí as pessoas trans de uma vida digna e com humanidade.
“Nos dias atuais, a sociedade tem observado que a visibilidade Trans está presente em vários ambientes, em universidades, em alguns cargos profissionais e em mandatos legislativos pelo nosso país. Mas, mesmo assim, ainda as pessoas trans enfrentam vários obstáculos por grupos extremistas e por uma minoria de pessoas que não acreditam no potencial que essas pessoas carregam dentro de si. É importante ressaltar que todos os sujeitos podem vencer e mostrar para as pessoas que a sexualidade do indivíduo não é motivo para impedir que ela seja igual a todos. A sociedade deve entender que esse grupo tem muito a contribuir para uma convivência harmônica, orientada para o bem coletivo.
A violência é um dos aspectos que ainda assusta as pessoas trans, pois muitas delas são vistas pelo lado negativo, à medida que algumas pessoas que não as aceitam na sociedade e, em alguns casos, a própria família as renegam e as obrigam a sair de casa e viver uma vida não planejada e sujeitas à prática da violência por terceiros.
As políticas públicas de trabalho deveriam ser eficientes visando à aceitabilidade das pessoas trans no mercado de trabalho, para que assim possam estar em convivência fraterna com a população, demonstrando que são pessoas de caráter idôneo, como os demais cidadãos, independente da sexualidade”.
Convidamos aos (às) leitores (as) para consultarem o Dossiê e conhecerem de perto os desafios que a população trans enfrenta no país.
Atenção: homofobia e transfobia são crimes. Se você presenciar atos violentos e discriminatórios, ligue imediatamente para o 190. Em caso de denúncia de violação de direitos, ligue para o Disque Direitos Humanos – Disque 100.
BENEVIDES, Bruna G. Dossiê: assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2025. ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) – Brasília, DF: Distrito Drag; ANTRA, 2026. Disponível em: https://antrabrasil.org/wp-content/uploads/2026/01/dossie-antra-2026.pdf
Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. No Dia da Visibilidade Trans, MDHC apresenta avanços e desafios na garantia de direitos no Brasil. 28 jan. 2026 16h11. MDHC. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/no-dia-da-visibilidade-trans-mdhc-apresenta-avancos-e-desafios-na-garantia-de-direitos-no-brasil . Acesso em: 28 jan. 2026










