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    Barbacena, MG Previsão completa
  • Familiares questionam intubação em criança de sete meses

    Circula nas redes sociais, desde a manhã desta terça-feira (20), o post de um advogado relatando que teria sido acionado na Santa Casa de Barbacena onde o filho de um cliente, de apenas 7 meses, está internado.

    O advogado relata que a criança seria intubada após diagnóstico de Covid-19, mas sem que fosse submetido ao exame laboratorial.  Sem dar consentimento ao tratamento, sem comprovação para a doença, a família realizou o teste em um laboratório particular e o resultado foi negativo.

    Em nota, assinada pela direção do hospital, a Santa Casa afirmou que todas as crianças que passam por atendimento e que apresentem quadro clínico confirmado e/ou suspeito de COVID, são atendidas conforme protocolo em vigência no hospital e recomendações de vigilância sanitária e epidemiológica para proteção da equipe assistencial, do próprio paciente e de seus familiares e dos demais pacientes do local.

    “Informamos que o direcionamento desses pacientes para área de isolamento respiratório é procedimento padrão, uma vez que seguimos fidedignamente os relatos (sinais e sintomas) apresentados pelos responsáveis do menor atendido, assim como resultados dos exames complementares realizados no hospital mantendo uma estrutura física para com seguridade nos protocolos vigentes no enfrentamento da disseminação da COVID-19.   Explicamos ainda que o quadro clínico de COVID em pacientes pediátricos é comumente leve e atípico, podendo levar a um subdiagnóstico, o que justifica em quadros clínicos inespecíficos em crianças, ser levantada a suspeita diagnóstica e se necessário realizar coleta de exames para diagnóstico definitivo. A realização de PCR para COVID é feita de rotina nos pacientes internados suspeitos conforme protocolo hospitalar, sendo esse exame padrão-ouro para o diagnóstico e feito em parceria pela FUNED. Reforçamos ainda que a intubação, até mesmo nos casos de COVID confirmado ou suspeito, só é indicada em casos grave, em pacientes com quadro de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com evolução desfavorável e em unidades de terapia intensiva, não sendo procedimento de rotina”.

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