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    Barbacena, MG Previsão completa
  • Condução gregária

    “Santana, fui ao estádio do Maracanã para assistir ao jogo Flamengo e Botafogo (07.11). Ele foi desvalorizado pelos acontecimentos tristes ocorridos fora do estádio. Um torcedor alvinegro quase foi linchado só porque estava com a camisa do Botafogo. Os torcedores do Flamengo agrediam tanto que pareciam ensandecidos e a cada segundo o grupo agressor aumentava. Eles usavam tudo que encontravam pela frente além de socos, pontapés e palavrões. Eu estava com a camisa do Flamengo e me aproximei para pedir calma e quando minha voz foi ouvida, quase fui agredido. Não compactuei das agressões e sou veementemente contrário a essa atitude de selvageria. Como sou um péssimo aluno e por acreditar na bondade das pessoas, no domingo, (10.11) fui ao Mineirão assistir Atlético e Cruzeiro. Lamentável. As cenas de vandalismo ocorreram novamente diante dos meus olhos. Nas arquibancadas os torcedores arrancavam as cadeiras que serviam de escudos e armas contra os rivais. A batalha generalizou. Torcedores enfurecidos enfrentavam o policiamento sem o menor constrangimento de autoridade e respeito com agressões físicas e com palavras caluniosas.

    É humanamente impossível levar família aos estádios para assistir a uma partida de futebol. A violência se instalou de tal forma que nos tornamos alvos dessa barbárie. Durante a viagem de Barbacena a Belo Horizonte, sintonizei meu rádio numa emissora onde o comunicador falava sobre as rivalidades históricas dos times brasileiros como: Atlético e Cruzeiro, Flamengo e Vasco e, Coríntians e São Paulo. Eu penso que esse tipo de comentário acirra ânimos. Se fôssemos torcedores civilizados, respeitosos e educados, o comentário seria um bom cardápio, mas não somos civilizados, respeitosos e nem educados e a resposta é o que se vê tristemente nos estádios brasileiros.  O que está acontecendo, Santana? Seria uma revolução social, política ou reflexo de ambas?”.    

    Eu participei de um curso chamado “Divina Ciência” e um tópico dele fala sobre o comportamento denominado “Condução gregária” onde parte do conteúdo é o que descreveu nos jogos de futebol em que participou como torcedor e deparou com cenas demoníacas.  Você percebeu que o ato inicial começou com uma pessoa agredindo e outras, ao verem a cena, começaram a agredir também?  

     

    O livro “A Revolução da Dialética” de Samuel Aun Weor, fala muito sobre o tema. Vejamos:

    “Conduta gregária é a tendência que tem a máquina humana de estar misturada com as outras sem distinção e sem controle de espécie algum. Estou seguro de que bem poucas pessoas se atreveriam a sair na rua e jogar pedras contra alguém. No entanto, em grupo o fazem. Alguém pode infiltrar-se numa manifestação pública e ficar exaltado por causa do entusiasmo. Terminará jogando pedras junto com a multidão ainda que depois venha a se perguntar porquê o fez. O ser humano comporta-se de forma diferente quando em grupo e faz coisas que nunca faria sozinho. A que se deve isso? Deve-se às impressões negativas às quais abriu as portas. Quando alguém abre as portas às impressões negativas, não só altera a ordem do centro emocional, que está no coração, como ainda o torna negativo. Suponhamos que alguém abra as portas às impressões negativas de um embriagado e termina aceitando um copo de bebida. Em seguida, aceita dois, três… dez. Em conclusão, fica embriagado também e virá o fracasso. Assim é como os seres humanos contagiam-se uns aos outros dentro de ambientes negativos. Selecionemos nossas emoções. Se alguém nos trouxer emoções positivas de luz, de beleza, de harmonia, de alegria, de perfeição, de amor abramos a elas as portas do nosso coração. Porém, se alguém nos trouxer emoções negativas de ódio, de violência, de ciúmes, de drogas, de álcool, de fornicação ou de adultério, por que iremos lhe abrir as portas do nosso coração? Fechemo-las! Cerremos as portas às emoções negativas! Quando alguém reflete sobre a conduta gregária, pode perfeitamente modificá-la e fazer de sua vida algo melhor”.

    É cultural o brasileiro dizer que estádio de futebol é um local apropriado para extravasar as emoções como o ódio, rancor, raiva, estresse e por isso, o torcedor age assim. Depois de autuados, flagrados os agressores choram e se dizem arrependidos. Por que então não trocarmos essa cultura do ódio e da violência por atitudes saudáveis como a de praticar caminhadas, corridas, meditação, yoga e oração? São atitudes positivas que vai nos dar uma vida saudável que você vai sempre agradecer e jamais se arrepender. Precisamos estar atentos a todo tipo de emoção. Jamais se deixe dominar pelo negativismo que em nada contribuirá com algo positivo e crescimento moral em sua vida.

    É como diz um ditado: “Está estressado? Vai pescar!”. 

    (Fonte: apostila Curso Divina Ciência).