Aspectos atuais e biológicos sobre o Alzheimer

Por Sabrina Medeiros, membro do Laboratório de Escrita Científica do “Falando de Ciência e Cultura”, licencianda em Ciências Biológicas e membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena, sob orientação do professor Delton Mendes Francelino, coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena.

 

Todos os organismos vivos presentes no planeta Terra possuem o envelhecimento como característica comum. Embora a doença de Alzheimer não seja parte normal do processo de envelhecimento dos seres humanos, seu risco de ocorrência sobe progressivamente com o tempo, de acordo com a Clínica Mayo. Segundo especialistas, Alzheimer pode ser defina como a degeneração do tecido cerebral saudável causando um declínio na memória e capacidade mental.

Por ser uma doença crônica, a biologia do Alzheimer mostra que a doença “perturba tanto a forma cargas elétricas viajar no interior das células quanto a atividade de neurotransmissores” no interior do cérebro. Além disso, altera a aparência física, ou a estrutura do cérebro, bem como a sua função. Isso leva a morte das células nervosas e perda de tecido em todo o cérebro, e faz com que ele encolha dramaticamente ao longo do tempo, de acordo com a Associação de Alzheimer. Em Alzheimer avançado, o córtex do cérebro, ou camada externa enrugada, murcha, enquanto os ventrículos, espaços cheios de líquido dentro, ficam maiores.

Até então, essa doença não apresenta cura efetiva, porém, de acordo com os dados publicados recentemente pela revista científica Alzheimer’s & Dementia cientistas descobriram que depósitos de certas proteínas na retina podem ajudar a avaliar o risco de Alzheimer em seu estágio inicial. As placas amiloides e os depósitos proteicos também se acumulam entre células cerebrais, levando à morte de neurônios e causado a neurogeneração típica do Alzheimer. Sabendo disso, os pesquisadores compararam testes das proteínas da retina com coletas provenientes do tecido cerebral, considerando inclusive dados de outro estudo sobre o tema.

Liderada por uma equipe da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, a equipe considerou exames feitos em oito pessoas. Utilizando a curcumina, princípio ativo extraído da cúrcuma, os especialistas observaram assim que as imagens de manchas na retina dos pacientes tinham correlação com varreduras cerebrais contendo altos níveis de amiloides. Em comunicado, Robert Rissman, líder da pesquisa, avalia que os resultados são “encorajadores”, porque sugerem que pode ser possível determinar o início, a disseminação e a morfologia do Alzheimer usando imagens da retina, em vez das varreduras cerebrais, que são mais difíceis e caras de serem feitas. (GALILEU, 2021).

Apesar de ainda aguardarem resultados adicionais à pesquisa, um dos objetivos futuros dos cientistas é descobrir os efeitos do uso do anticorpo monoclonal solanezumabe nas imagens, que vem sendo estudado para o tratamento de doenças neurodegenerativas.

 

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Jornal Barbacena Online

 

CARVALHO, P. Demência também pode aparecer em adultos jovens, indica pesquisa. Agencia Einstein, 2021 – Revista Galileu. Disponível em: < https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/08/demencia-tambem-pode-aparecer-em-adultos-jovens-indica-pesquisa.html>. Acesso em: 30/08/2021.

NGOLAB, J., et. al. Feasibility study for detection of retinal amyloid in clinical trials: The Anti-Amyloid Treatment in Asymptomatic Alzheimer’s Disease (A4) trial. Alzheimer´s Association, 2021. Disponível em: <https://doi.org/10.1002/dad2.12199>. Acesso em: 30/08/2021.

Presença de proteína na retina pode indicar diagnóstico de Alzheimer. Redação Galileu, 2021 – Saúde. Disponível em: < https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2021/08/presenca-de-proteina-na-retina-pode-indicar-diagnostico-de-alzheimer.html>. Acesso em: 30/08/2021.