Por: Marcio Rocha, São Paulo, graduado em Ciência Política; Pós graduado em Escrita Criativa, Roteiro e Multiplataformas e orientado pelo Doutor Delton Mendes Francelino, Diretor Laboratório Internacional de Escrita Criativa e Científica.
Eu era um menino no final dos anos 80 e não perdia um programa na televisão, uma reportagem que fosse que falasse do espaço sideral, das viagens a outros planetas e eu também sentia um fascínio pela Ufologia; sempre achei que tem vidas em outros planetas. Meu pensamento foi “sendo direcionado”, meio que na ciência convencional, entendendo a, digamos, “ciência não convencional” com mais especulação que constatação e confesso: essa segunda opção me atraia mais ainda. Normal… praticamente todo menino da minha idade teve essa paixão pelo espaço, planetas, lua e afins.
Mas sabe: eu sempre fui um moleque um tanto que questionador, verbo esse que me acompanha por toda vida, e há horas que me questiono se isso foi bom ou ruim. Sabe aquela história que John Lennon falava sobre ser um pescador num lugar frio da Inglaterra? Pois é… mas essa história fica para uma próxima, vamos atentar aos fatos! Ao mesmo tempo que me fascinava o espaço sideral e seu infinito, eu pensava no alto de meus 11 ou 12 anos de idade, se não seria mais fácil empregar tanto trabalho, energia e dinheiro principalmente, aqui nos problemas do planeta Terra, acabar com a fome do mundo por exemplo. O universo é infinito, mas a fome pode ter um FIM.
Imagem: dream.com (2025)
Conversando com o Professor Delton, em conversa informal fui informado que 1 trilhão de dólares seriam suficientes para erradicar a fome no mundo, por séculos. Em uma rápida pesquisa no Gemini sou informado que o valor é 3 vezes o suficiente. Num comparativo, Ela, a I.A. tenta me convencer que o gasto em corridas espaciais não faria tanta diferença se fosse aplicado na erradicação da fome. Será?
Nenhuma pessoa faminta no mundo seria muita utopia? Me parece muito mais concreto que a viagem para a Lua, a qual, inclusive, provavelmente eu nunca farei. O capitalismo se tornaria mais fraco se as riquezas fossem melhor distribuídas? Toda regra, toda premissa tem que necessariamente seguir o mesmo caminho?
Problemas milenares que não são resolvidos e a Humanidade no afã de encontrar novos problemas fora de nosso planeta! Estamos ou varrendo para baixo do tapete, procurando outras distrações. Pois acho tão óbvio que quantos mais pessoas comprarem meus futuros livros mais dinheiro vai circular no mercado e isso será bom para todos, é tão óbvio!
Não estou negando a ciência. Jamais! Até hoje sou fascinado pelo espaço sideral, estrelas, planetas e outros corpos celestes e todos os problemas e mistérios que possam ter. Mas não seria mais fácil resolver os problemas aqui, muito mais perto? Aqui, do lado. Ou, não poderíamos aproveitar mais a Ciência para o desenvolvimento humano, justo e equilibrado, e proteção da natureza?
Hoje, quando eu olho para a Lua, (têm dias que ela está especialmente linda) me lembro daquele menino que sonhava mudar o mundo e que o capitalismo engoliu. Eu penso que não é sobre o capitalismo ser Humano, é sobre o capitalismo ser mais inteligente.
Nada contra a ciência, nada contra os ricos. Este é apenas um texto com muitas perguntas e fica mais uma para fechar: a existência do rico necessariamente, sempre, depende da existência do miserável? Ou isso são apenas divagações de um menino que olhava para a Lua e sonhava em mudar o mundo?
Apoio Divulgação Científica: Samara Autopeças e Café Soberano










