Maria Solange Lucindo Magno – professora e pedagoga
Nascemos, crescemos, sonhamos.
Criamos fantasias, corremos atrás delas.
O tempo vai passando e algumas metas são alcançadas. Outras, porém, vão se desviando ou ficando para trás.
Usando de nosso livre arbítrio, fazemos escolhas, algumas, erradas. E a vida cobra por isso.
Acumulamos conhecimentos, malícias, dores e decepções. Compartilhamos conquistas e desacertos com pessoas queridas e amigas. A vida passa para elas também.
Às vezes olhamos para trás e nos perdemos na saudade do que passou e ousamos nos arrepender de atitudes tomadas quando, na verdade, deveríamos nos arrepender daquilo que não fizemos por covardia.
O tempo é como um rio, flui naturalmente, refletindo o processo inerente à nossa existência. Não há que se ater ao passado, pois esse não volta e nem ao futuro, pois ele é desconhecido e pode não chegar. Portanto, o presente deve ser bem vivido sem medo de ser feliz, mesmo que isso implique algumas consequências.
Chega a um momento que alguns vão interrompendo o seu tempo por aqui: nossos avós, nossos pais, parentes, irmãos, amigos, contemporâneos e um ou outro que parte antes da hora. E permanecemos na caminhada nos perguntando: até quando?
Olhamos para as nossas coisas e novamente nos perguntamos: para que tudo isso, se para o meu último destino não poderei levar nada?
O que fiz da minha vida valeu a pena? Será que vivi tudo o que tinha para viver, como nos propõe Lulu Santos: “Vamos viver o que há para viver, vamos nos permitir”.
No fim, o que importa é o nome e legado que deixamos, antes que caiamos no esquecimento.
Que façamos a edificação de um 2026 com amor, produtividade e transformação.
Um feliz novo ano para todos nós!
Foto: internet










