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A relação simbiótica entre as anêmonas e os peixes-palhaço

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Por Sabrina Medeiros, participante do Laboratório de Escrita Criativa do Podcast “Falando de Ciência e Cultura” e Licenciada em Ciências Biológicas, no IF Barbacena, sob orientação do professor e pesquisador, Delton Mendes, coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena.

Os verdadeiros peixes-palhaço são facilmente reconhecíveis por terem listras pretas muito finas entre cada listra branca, além das listras brancas, laranjas e horizontais. Se você já assistiu “Procurando Nemo”, animação da Disney lançada em 2003, conhece um pouquinho das principais características físicas destes indivíduos. Eles têm entre sete e quinze centímetros de comprimento e seu comprimento é 2,5 vezes a altura de seu corpo. Dependendo da espécie, a tonalidade do peixe-palhaço varia entre preto, laranja, amarelo e vermelho, e a tonalidade pode ser acompanhada de manchas e listras.

Esses peixes vivem em recifes de coral, principalmente na costa da Austrália e no Sudeste Asiático, até o norte do Japão. Eles são encontrados principalmente em torno de certos tipos de anêmonas do mar, que são criaturas que se ancoram no fundo do oceano e usam seus tentáculos para atrair comida. A anêmona e o peixe-palhaço formam então uma relação simbiótica.

Os tentáculos de uma anêmona têm células urticantes chamadas nematocistos que liberam toxinas quando presas ou predadores entram em contato com ela. Já o peixe-palhaço desenvolve imunidade às toxinas de tais anêmonas tocando cuidadosamente seus tentáculos com diferentes partes do corpo. Uma camada de muco se acumula, protegendo o peixe das toxinas. Então, a anêmona fornece proteção e sobras para o peixe-palhaço, que traz comida e ainda se alimenta de possíveis parasitas.

Estudo realizado por cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e instituições nos EUA revelou que peixes que moram em anêmonas maiores crescem mais rápido do que aqueles que habitam anêmonas menores. Segundo os pesquisadores, isso ocorre porque os animais ajustam seu crescimento em resposta à variação biológica e de espaço fornecida pelo hospedeiro.

Interessante ressaltar nessa questão que as adaptações não são perfeitas (embora muitas vezes até pareçam), e este fato está plenamente de acordo com a seleção natural. Isso ocorre porque este processo atua, em última instância, sobre a variabilidade genética existente na população (que por sua vez resulta da recombinação genética e do acúmulo de mutações), não havendo propósito a fim de produzir seres perfeitos e complexos.

Para o peixe-palhaço, a anêmona maior fornece mais espaço para se movimentar e se alimentar, sendo sem dúvidas mais benéfica e interessante. De acordo com Theresa Rueger, professora de Biologia Marinha Tropical na Escola de Ciências Naturais e Ambientais da Universidade de Newcastle “se o peixe ficar grande demais para a anêmona em que está, pode não receber comida suficiente ou ficar seguro”.

 

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Barbacena Online.

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PROSEK, J. A amizade entre os peixes-palhaço e as anémonas. National Geographic, 2022. Disponível em: https://nationalgeographic.pt/natureza/grandes-reportagens/2402-a-amizade-entre-os-peixes-palhaco-e-as-anemonas. Acesso em: 22/09/2022.

REDAÇÃO GALILEU. Peixe-palhaço adapta seu crescimento de acordo com tamanho de anêmona. G1 – Globo, 2022. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Biologia/noticia/2022/07/peixe-palhaco-adapta-seu-crescimento-de-acordo-com-tamanho-de-anemona.html. Acesso em: 22/09/2022.

Rueger, T., Bhardwaj, AK, Turner, E. et ai. Plasticidade do crescimento de vertebrados em resposta à variação em uma interação mutualísticaSci Rep 12, 11238 (2022). https://doi.org/10.1038/s41598-022-14662-4.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]

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