Foi em 20 de julho de 1852, que uma Irmandade consagrada a Santo Antônio criou a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena. O propósito de se criar na cidade uma instituição de saúde e caridade só foi possível graças aos donativos de Antônio José Ferreira Armond e de seu irmão, o padre José Joaquim Armond. Em janeiro daquele ano, Antônio José, ao falecer em Barbacena, segundo seu testamento, deixava todos os bens do Padre José Joaquim, também falecido, e parte de seus próprios recursos para este projeto. Coube a um dos sobrinhos dos doadores, Camilo Maria Ferreira, o Conde Prados, cuidar para que o edifício e a capela fossem erguidos e entregues à comunidade barbacenense. O Conde de Prados foi o primeiro Provedor da Santa Casa, seguido por vários outros membros da confraria leiga, ao longo do século XIX.
Na constituição da Irmandade de Santo Antônio, em sua primeira diretoria eleita, naquele histórico dia 20 de julho, estava Antônio Marques da Silva Pereira, pai de Porphyria Heleodora, sendo ele, portanto, um dos fundadores da Santa Casa de Misericórdia de Barbacena. Seguindo o exemplo paterno, em 1893, Porphyria inscreveu-se como “irmã reunida da Santa Casa,” um tipo de voluntariado feminino, ao lado de outras mulheres da sociedade barbacenense. Cinco anos mais tarde, seu marido, o Coronel José Máximo de Magalhães foi eleito pela Irmandade, Provedor da Santa Casa, cargo que ocuparia até 1920. Segundo Nestor Massena, em 14 de junho de 1942, a Enfermaria Feminina da Santa Casa recebeu o nome de “Porphyria de Magalhães” e, em 13 de julho de 1942, “realizaram-se na capela da Santa Casa exéquias solenes pela alma do Coronel José Máximo de Magalhães, seu antigo provedor, falecido no Rio de Janeiro, em 15 de junho do mesmo ano, e sepultado na capital da República, no Cemitério de São João Batista”. Todos estes dados reafirmam a importância da Família Magalhães na história do mais tradicional e antigo hospital da região, que hoje celebra seus 170 anos de fundação.
Notas e ilustração de Edson Brandão
Fonte: Nestor Massena, “Barbacena a Terra e o Homem”, Imprensa Oficial de Minas Gerais, reedição, 1985.
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