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Entre Rolhas e Segredos: Taxa de rolha é legal?

Olá amigos do vinho!

Aproveitando o recente episódio acontecido, no Rio de janeiro, com o artista Ed Motta, sobrinho de Tim Maia, em um restaurante, vamos abordar este assunto com bastante cuidado.

POR QUE RESTAURANTES COBRAM TAXA DE ROLHA?

O tema é delicado. Mas cada vez mais fácil de entender e de, sim, aceitar – ou encontrar uma casa que não cobre pelo serviço do vinho.

Se há tanta divergência em relação a essa taxa, por que ela é cobrada?

Para alguns, é algo corriqueiro; para outros, é um abuso. Alguns chegam até a questionar a legalidade da cobrança.

A verdade é que a “taxa de rolha”, o preço cobrado pelos restaurantes para que você consuma o vinho que levou, apesar de ser cada vez mais uma prática comum, ainda é um item controverso entre enófilos e sommeliers.

Tempos atrás, o enófilo que ligava para fazer sua reserva em restaurante e perguntava sobre a cobrança de taxa de rolha costumava ter de esperar plantado no telefone por uma “convenção” entre garçons, sommeliers, chefs e gerentes que, muitas vezes, sequer tinham ouvido falar daquilo.

Hoje, por mais simples que possa ser o estabelecimento, a resposta já está na ponta da língua.

A maioria dos restaurantes cobram taxa de rolha
.
O valor médio cobrado nos principais estabelecimentos está entre R$ 40 e R$ 60, por garrafa, mas pode chegar a mais de R$ 100.

A taxa de rolha faz todo sentido e somos nós, clientes, quem definimos se o valor cobrado é justo ou não?

Ainda há lugares que barram completamente a entrada de bebidas de fora e outros, por outro lado, liberam sem qualquer cobrança.

Mas se há tanta divergência em relação a essa taxa, por que ela é cobrada?

Na verdade, o valor cobre o serviço, o que inclui o uso de todos os acessórios, taças, baldes de gelo, etc.

E também a mão de obra.

Seja do garçom que recebe um percentual da taxa, seja do sommelier, quando há, que faz o serviço do vinho adequadamente.

E se eu mesmo fizer o serviço do vinho?

Ainda há todo o restante, naturalmente, como a estrutura da casa, coisa e tal.

Enfim, a taxa de rolha faz todo sentido e somos nós, clientes, quem definimos se o valor cobrado é justo ou não.

Achou caro?

Não abra o seu vinho ou vá a outro restaurante.

Sem desgaste, é apenas uma questão de ponto de vista.

Se preferir, informe-se antes sobre o valor da taxa.

Assim, já sabe quanto vai gastar com o serviço.

A “etiqueta da rolha”
• Não convém levar um vinho que exista na carta do estabelecimento.

• Caso não exista cobrança de taxa de rolha, é comum dar uma gorjeta à parte pelo serviço, seja do garçom, seja do sommelier.

• Se você for levar mais de um vinho, consuma, ao menos, uma garrafa da casa. Pode ser um espumante de entrada ou o vinho de sobremesa em taças, por exemplo.

Obrigado a todos!

José Wilson Ciotti

www.jciotti.com

[email protected]

LIVROS DO AUTOR:
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https://clubedeautores.com.br/livro/a-arte-de-servir
https://clubedeautores.com.br/livro/vinho-sem-misterios

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