Com o anúncio do encerramento definitivo do antigo Hospital Colônia, feito nesta segunda-feira (27) pelo governador de Minas Gerais Mateus Simões, uma pergunta ressurge em Barbacena: e o Cemitério Nossa Senhora da Paz?
Localizado no Bairro Diniz e desativado desde a década de 1990, o cemitério guarda uma parte dolorosa da história da cidade. Ali foram sepultados, ao longo de décadas, pacientes do antigo Colônia — muitos deles esquecidos em vida e, agora, também na memória pública. A área, pertencente à FHEMIG, apresenta sinais evidentes de abandono. Em agosto de 2025, um incêndio consumiu cerca de 50% do terreno, destruindo vegetação, pequenos arbustos e atingindo túmulos e restos mortais ainda existentes no local. O episódio expôs, mais uma vez, a vulnerabilidade de um espaço que deveria ser tratado como patrimônio histórico e humano.
Enquanto o governo anuncia a transferência dos últimos 12 pacientes sem vínculos familiares para residências terapêuticas, sob responsabilidade do município, cresce o debate sobre o destino dos vestígios materiais dessa história — entre eles, o cemitério.
Se o Hospital Colônia encerra um ciclo, permanece aberta a discussão sobre preservação, memória e respeito aos que ali viveram e morreram. O fechamento do hospital traz um novo capítulo. Mas o abandono do Cemitério Nossa Senhora da Paz continua a lançar uma pergunta incômoda: quem cuida dos mortos do Colônia?




















