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Barbacena é a 2ª cidade de Minas com mais professores abaixo do piso salarial

O debate sobre o pagamento do piso salarial dos professores ganhou um novo e preocupante capítulo — e Barbacena aparece em destaque negativo. Levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), divulgado a partir de dados compilados e repercutidos pelo jornal O Tempo, revela que mais de 20 mil professores da rede municipal mineira receberam abaixo do piso em 2025, gerando um prejuízo de pelo menos R$ 163 milhões.

Mas o cenário se agrava quando o recorte chega ao município. Barbacena ocupa a 2ª posição em Minas Gerais no ranking de descumprimento do piso, ficando atrás apenas de Patrocínio.

De acordo com os dados, 473 professores da rede municipal recebem abaixo do piso. Isso representa cerca de 86,89% da categoria na cidade. O próprio levantamento do TCE-MG indica que, na maioria dos municípios, existe margem orçamentária para cumprir o piso, o que enfraquece o argumento de falta de recursos. Para representantes da categoria, o não pagamento não é apenas uma dificuldade financeira, mas uma decisão política sobre onde investir.

Enquanto isso, a lei do piso nacional — criada há quase duas décadas — segue sendo ignorada por grande parte das prefeituras mineiras. Apenas 14% dos municípios cumprem integralmente a legislação.

📊 Um retrato da desvalorização

O painel do TCE-MG mostra um cenário generalizado:

  • Mais de 20 mil professores prejudicados em Minas
  • Cerca de 23% da categoria recebendo abaixo do mínimo
  • Em dezenas de cidades, o descumprimento atinge 100% dos profissionais

Dentro desse contexto, Barbacena se destaca negativamente não apenas pelo volume, mas pela proporção alarmante de educadores afetados.

📢 Educação em segundo plano?

O fato de Barbacena ocupar uma das primeiras posições nesse ranking levanta questionamentos inevitáveis:

  • Por que a maioria dos professores da rede municipal ainda não recebe o piso?
  • Se há margem financeira, por que a lei não é cumprida?
  • Qual o impacto disso na qualidade da educação oferecida?

Enquanto essas respostas não vêm, professores seguem acumulando perdas — e a educação pública paga o preço.

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