Na manhã desta segunda-feira (20), policiais militares patrulhavam Pelo Bairro Antônio Afonso, na cidade de Santos Dumont, quando receberam denúncias anônimas de que dois homens, de 27 e 35 anos, teriam coagido um menor de 17 anos a deslocar-se até um barraco localizado no antigo Posto Perobão, local onde no dia 16/10/2025 ocorreu um homicídio, tendo na ocasião o irmão do sujeito mais velho sido preso com grande quantidade de entorpecentes, além de ter mandado mensagens do celular da vítima buscando confundir o trabalho policial
Segundo o denunciante, a ordem era para que o menor desenterrasse e embalasse a droga que não foi encontrada anteriormente. Diante do exposto, a guarnição policial dirigiu-se até o local indicado e de fato se deparou com o menor que tentou fugir ao avistar a viatura, mas foi logo contido, sendo localizado dentro do vaso sanitário do imóvel grande quantidade de substância análoga a cocaína e pedras de crack, além de alguns papelotes com a mesma substância espalhados pelo chão, sendo estes idênticos aos que foram arrecadados em data pretérita, sendo ainda encontrados no imóvel um tablete de pasta base de cocaína, seis pedras brutas de crack, 23 papelotes de cocaína, uma porção grande da mesma droga, uma balança de precisão, um telefone Samsung, um cordão de prata e R$ 200,00, sendo ainda encontrada a chave de uma motocicleta que estava estacionada do lado de fora do barraco, havendo ainda marcas de escavações recentes no entorno do imóvel.

Ao ser questionado sobre a propriedade do material arrecadado, o menor demonstrou medo, alegando temer que o comerciante de 35 anos pudesse mata-lo, tendo em seguida os militares passado a procurador por referido cidadão, porém sem sucesso, todavia, ao se deslocarem até a residência do menor, avistaram o ajudante de 27 anos na porta do imóvel, sendo que após ser abordado, ele negou qualquer envolvimento com os fatos, mas mesmo assim lhe foi dada voz de prisão em flagrante, sendo ele, menor e todo o material encaminhados até a autoridade policial.
Durante a lavratura do flagrante os militares confirmaram a narrativa do REDS, alegando que os cidadãos citados na denúncia seriam conhecidos nos meios policiais pela prática de tráfico de drogas, lado outro, os depoimentos da tia do menor e dele próprio foram no sentido contrário, tendo ainda o ajudante de 27 anos retificado que não tinha qualquer ligação com as drogas e os materiais apreendidos, motivo pelo qual não foi ratificada sua prisão.
Ouvidos pelo Barbacena Online, os advogados Marcelo Chaves e Paulo Fernando, que acompanharam o ajudante de 27 anos na delegacia, disseram que não havia a mínima situação de flagrante em relação ao seu cliente e que os policiais militares teriam criado uma narrativa totalmente distorcida da realidade, esta que foi devidamente desmerecida com as oitivas das testemunhas e dos envolvidos, afirmando que a douta delegada de polícia agiu acertadamente em não ratificar as prisões, informando ainda os causídicos que irão acompanhar os desdobramentos das investigações, inclusive em relação ao comerciante de 35 anos. O adolescente foi entregue ao pai.










