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Será que a mudança na cor do camaleão se deve exclusivamente à tentativa voluntária de sobrevivência?

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Por Sabrina Medeiros, membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Sudeste, Campus Barbacena, e graduanda em Ciências Biológicas, sob orientação do professor Delton Mendes. 

“Camaleões são conhecidos, em sua maioria, pela capacidade de mudar de cor de acordo com o ambiente em que está inserido favorecendo assim a sua existência, já que são considerados seres relativamente lentos e sem essa característica seriam facilmente predados.”

O ambiente em que vivemos está, a todo momento, sofrendo modificações, assim como as espécies inseridas nele. Charles Darwin, naturalista britânico, definiu evolução como “descender com modificações”, ou seja, as espécies mudam ao longo do tempo, dando origem a novas espécies, compartilhando um ancestral em comum. Então, por terem seus recursos limitados, indivíduos menos adaptados ao ambiente tendem a desaparecer e, por outro lado, indivíduos com características hereditárias que favoreçam sua sobrevivência e também sua reprodução tendem a deixar mais descendentes, fazendo com que as características dos indivíduos efetivamente adaptados aumentem em frequência ao longo de gerações. Esse é o principal mecanismo para a evolução, proposto por Darwin, chamado de seleção natural, a qual depende efetivamente do ambiente e requer a existência de variações genéticas. As diversas modificações em organismos vivos possibilitam a existência de características fantásticas nesses indivíduos, como é o exemplo do camaleão. 

O camaleão é um réptil pertencente à família dos lagartos chamada Chamaeleonidae. São conhecidos, em sua maioria, por sua capacidade de mudar de cor, de acordo com o ambiente em que está inserido, favorecendo assim a sua existência, já que são considerados seres relativamente lentos e sem essa característica seriam facilmente predados. Essa fundamental ferramenta de integração e adaptação utilizada por esse animal é chamada de camuflagem. Porém, o que poucos sabem sobre essa característica de mudar de cor é que não se deve exclusivamente a sua capacidadede “desaparecer” no ambiente. A maioria das vezes as mudanças na coloração do indivíduo se devem às condições físicas de seu corpo, ou seja, suas emoções. Segundo estudos científicos cada tonalidade pode ser traduzida em uma emoção, como: alerta, medo, estresse, relaxamento, estando relacionadas também ao processo de cortejo do macho em relação à fêmea antes do acasalamento (nessa ocasião o macho se torna um verdadeiro arco-íris com cores muito chamativas para atrair a fêmea). 

A mudança de cor também se deve à fatores climáticos uma vez que o animal regula sua temperatura corporal para melhor suportar o frio, o calor, o vento ou o sol. A pergunta que não quer calar, no entanto, é: como esse réptil consegue modificar sua coloração? Uma equipe de cientistas na Universidade de Genebra, na Suíça, observou que os camaleões possuem uma camada de células epiteliais que contém chamados nanocristais flutuantes. “Esses cristais ficam relativamente bem distribuídos dentro da matriz celular, e à medida que se aproximam ou se afastam, eles refletem luz em cumprimentos de ondas diferentes”, daí acontece a modificação involuntária visual de coloração na pele do animal.

Infelizmente, publicado recentemente pela Revista Galileu, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais expôs ameaças de extinção para diversas espécies de seres vivos, e entre eles está o Camaleão Tarzan. Essa ameaça é devido a modificações em seu habitat natural, principalmente porque florestas tropicais estão sendo desmatadas.É importante frisar a importância de preservar o ambiente em que vivemos economizando água, papel, energia e diminuindo o consumo de plástico. Com pequenas atitudes podemos desacelerar um pouco o processo de extinção de muitos animais existentes no planeta.

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças

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