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Ser flor

A crônica de Débora Ireno Dias

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Enquanto corro, observo ao redor: casas que têm vida e casas desabitadas, prédios que renovam a paisagem, terrenos baldios à espera de algo que lhes complete, carros, pessoas e flores. Flores!

Descem pelos muros, atravessam portões, habitam jardins bem arrumados e espaços desestruturados, surgem nos barrancos, florescem no chão, ao longo do caminho fétido, insistem em vencer o entulho. Têm a capacidade de se mostrarem belas, dançam ao sabor do vento, se deixam aquecer pelo sol e refrescam com a chuva. Resistem à poluição e ao mato que lhes sufoca. Na delicadeza de suas pétalas, carregam resiliência, exalam vida.

Observo. Encanto. Deixo-me levar pelos versos “..há flores por todos os lados, há flores por tudo o que vejo…”

Mas não é apenas ver, observar. É se deixar absorver por elas e por seu ensinamento. Ser flor por onde for. Semear a beleza da vida e o amor, mesmo em tempos adversos. Ser flor e amenizar a dor, distribuir alegria, viver a leveza. Florescer a cada novo dia para a beleza que a vida nos traz, mesmo em dias nublados, frios e de chuva. Nestes, se recolher, fortalecer, preparar para o novo que virá. Esperar o sol, o céu azul e o vento fresco da vida, semelhantes às flores que ficam à beira do caminho. Apenas florindo. Sorrindo!

NOTA DA REDAÇÃO: Débora Ireno Dias – profissional de Educação Física na Rede Municipal de Ensino de Barbacena, desportista.

10 de janeiro de 2019

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