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Sentença de Mateus Leroy, o pai de João Miguel, deve sair em novembro

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Dando sequência à Audiência de Instrução e Julgamento do caso do pai do garoto João Miguel, iniciada na semana passada, o titular da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Conselheiro Lafaiete, juiz Paulo Roberto da Silva, retomou as oitivas na tarde de quarta-feira (09). O réu, Mateus Henrique Leroy Alves, acusado de fugir em julho deste ano com a maior parte do dinheiro arrecadado por campanhas em prol do próprio filho (o bebê João Miguel, hoje com dois anos), foi interrogado. Antes, foi ouvida a sua irmã, Carla Leroy, que não compareceu ao fórum na semana passada por problemas de saúde.

Conforme informou o juiz Paulo Roberto ao final das oitivas, ainda falta o depoimento de uma testemunha, que reside na Bahia. Porém, independentemente desta oitiva, o julgamento poderá avançar para as etapas seguintes: “Conforme a Lei prevê, eu vou julgar o processo o mais rápido possível para dar a resposta que todos esperam. Devido à complexidade do caso e a quantidade de documentos que existem para ser analisados, não foi possível concluir o julgamento hoje. Antes, é preciso haver a manifestação das partes. Acusação e assistência da acusação terão cinco dias de prazo, a contar desta quinta-feira (10), para apresentar as alegações finais. Depois, a defesa também se manifesta no prazo de cinco dias e o processo volta pra mim a fim de que, no prazo de 10 dias, eu possa prolatar a sentença. Acredito que, até a primeira semana de novembro, já tenhamos uma resposta”.

A tendência é de que o Ministério Público peça a condenação de Mateus Leroy, acusado de dois crimes: estelionato e abandono de incapaz, por haver deixado o próprio filho sem assistência.

Materiais apreendidos

Ainda na quarta-feira (09), no complemento da Audiência de Instrução e Julgamento, o juiz Paulo Roberto da Silva decidiu que as roupas, relógios, joias e outros objetos de valor apreendidos em poder de Mateus Leroy pela Polícia Civil no momento da prisão em flagrante, em um hotel de luxo da capital baiana, serão entregues à mãe de João Miguel, Karine Avelino, para futura venda e arrecadação de dinheiro para cobrir uma pequena parte do desfalque aplicado na conta aberta em favor da criança. O magistrado explicou que, caso Karine não consiga comercializar os produtos para reaver os valores, a própria Justiça se encarregará de oferecê-los em leilão.  Entre os itens apreendidos com Mateus também há um valor em dinheiro de pouco mais de R$ 3 mil reais, que deverão ser depositados na conta judicial da campanha AME João Miguel. O único objeto que será devolvido é uma mochila, pertencente à irmã de Mateus, de valor sentimental, que teria sido um presente da mãe deles, que faleceu há pouco mais de dois anos.

Informações do site Fato Real

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