Risco e vulnerabilidade dos jovens na internet

Selfies, vídeos, memes e um sem fim de exposição nas mídias digitais precisam de atenção especial. O excesso de exposição pode sinalizar a necessidade de transparecer algo que não é real. Ninguém é alegre, feliz e realizado o tempo todo. Precisar da aprovação, de likes, de comentários que acariciem o ego mostram fragilidades disfarçadas de celebridades. E a não aceitação de si mesmo, tal como é, pode representar um perigo para si mesmo.

Pela própria imaturidade, típica da idade na juventude, a exposição em excesso na redes traz riscos à formação da identidade, personalidade, autoestima e etc.
Expor-se em demasia nas redes sociais favorece que se perca a noção do real, criando mundos paralelos que, por vezes, pode dificultar a vivência no mundo real, trazendo dificuldades nos relacionamentos, na inserção social, na vida familiar e até mesmo no trabalho.

O isolamento social, real na maioria daqueles que vivem em redes sociais, colabora para prejuízos sociais com repercussão na Educação e no Trabalho.
Tudo precisa ser medido, tudo precisa de bom senso.

Vimos tantos jovens vivendo vidas irreais no mundo virtual que, quando confrontados com a realidade reagem de forma negativa, seja com comportamentos inadequados, seja com transtornos psicológicos e, até mesmo, comportamento autodestrutivo.

Assim, tenha autocontrole diante do mundo virtual! Abaixo algumas orientações:
1. Diminua progressivamente o tempo que passa nas redes sociais.

2. Crie uma rede real de amigos.

3. Interaja com as pessoas que moram na sua casa.

4. Preserve a sua intimidade e a daqueles que vivem com você.

5. Utilize as redes sociais como um instrumento positivo, mas não caia nas suas seduções. Tudo nela é ilusório. Não há ninguém perfeito ou feliz ou realizado o tempo todo.

6. Crie senso crítico e desconfie de perfis fakes em todos os sentidos.

7. Crie uma meta para sua vida real. Enquanto nos expomos desnecessariamente no mundo virtual, a vida real está acontecendo dentro de nós e ao nosso redor. E esse tempo não voltará mais.

NOTA DA REDAÇÃO – Valeska Magierek é neuropsicóloga