Revista científica aborda a história de três regiões de Minas Gerais

Por Edson Brandão

O nome é longo: “Instituto Histórico e Geográfico da Região Histórica de Guarapiranga, da Freguesia da Borda do Campo e do Pomba”, ou simplificado na sigla IHG GBP. O presidente da entidade, o arquiteto Sérgio Cardoso Ayres justifica a denominação da entidade como um resgate em si: “pois estes eram os nomes antigos de regiões geográficas distintas, mas que ao longo da ocupação colonial do território, acabou gerando uma identidade comum a um eixo que hoje corresponde aos municípios de Piranga, Barbacena, Antônio Carlos, Rio Pomba e outros”.
Constituído em plena pandemia, após dois anos de existência, o Instituto Histórico e Geográfico finalmente apresenta suas primeiras ações e uma delas é a edição de uma Revista anual, que será lançada na próxima sexta-feira, dia 1 de dezembro.
Segundo o historiador e advogado Alex Guedes dos Anjos, vice-presidente do IHG, a publicação é “um compêndio com artigos históricos e científicos escritos por pesquisadores regionais”. A obra, que foi financiada pela Associação Regional de Proteção Ambiental (ARPA), entidade ligada ao Ministério Público de Minas Gerais, da 3ª Promotoria da Comarca de Barbacena reúne doze artigos de autores de diversas cidades da região
Com uma tiragem de 320 exemplares e apresentação do historiador Geraldo Barroso de Carvalho, presidente de honra da entidade, além de texto da promotora Elissa Maria do Carmo Lourenço, a obra será integralmente distribuída de forma gratuita aos interessados e enviada para instituições de ensino e pesquisa.

DO ABOLICIONISMO ÀS FLORES DE BARBACENA

Embora tenham prevalecido assuntos pertinentes à cidade de Barbacena, a temática da revista é bastante diversificada. O primeiro artigo é de autoria de Sérgio Ayres e traz provocações em torno da historiografia local. Na coletânea, dois artigos sob óticas diferentes, abordam a escravidão. Enquanto Edson Brandão analisa o enigmático manifesto antiescravista “No Monte Mário”, escrito em 1880, a Professora Roseli dos Santos, trata do último suspiro na escravidão, no Distrito de Ilhéus, hoje Padre Brito, onde se localiza o Quilombo do Candendê. Outra marca de nosso passado, os “porões da loucura”, está no texto da Professora Maristela Duarte. Já o pesquisador Elton Belo Reis traz importantes apontamentos para história da floricultura de Barbacena.
A transcrição, em linguagem atualizada, dos primeiros casamentos celebrados em Barbacena, feita por João Paulo Ferreira de Assis, o Tropeirismo, em Dores de Campos, a Paróquia de Sant’Anna de Antônio Carlos e a participação do pai do presidente Arthur Bernardes nas primeiras eleições republicanas ocorridas em Cipotânea são outros destaques.

O lançamento será realizado no dia 1º de dezembro, sexta-feira, a partir das 19h30, na Fundação Porphyria, na Avenida Bias Fortes, nº 603, em Barbacena. O evento é aberto ao público.

O ACESSO À REVISTA

Os interessados em receber gratuitamente os exemplares podem se cadastrar no endereço digital: https://encurtador.com.br/djHOY

⚠️ A reprodução de conteúdo produzido pelo Portal Barbacena Online é vedada a outros veículos de comunicação sem a expressa autorização. 

Comunique ao Portal Barbacena Online equívocos de redação, de informação ou técnicos encontrados nesta página clicando no botão abaixo:

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Aceitar Saiba Mais