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Quem imaginaria?

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Por Delton Mendes Francelino, professor C. graduação em Ciências Biológicas e coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana no IF Barbacena. Diretor do Instituto Curupira e doutorando na UFMG, tem dois livros publicados

 

Quem de nós imaginaria passar por uma fase como esta?

De isolamento, em que precisamos ficar recolhidos… protegidos em casa

Tal como nossos ancestrais, que se protegiam em cavernas, de predadores assustadores?

 

Quem diria que nós, humanos do século XXI, que nos achamos tão superiores, poderíamos ser suplantados, 

De certa forma vencidos…

por organismos tão simples, como os vírus, mesmo com todo o dinheiro e tecnologia?

 

Nós, que fomos à Lua e até fotografamos um buraco negro, 

Que construímos paredes sólidas entre os países

E marcamos muito bem as fronteiras…com precisão…

Como podemos ter medo de um microorganismo que, muita gente, nem considera um ser vivo?

 

Pois é. Nós crescemos estudando a Peste Negra… a Gripe Espanhola na escola e na faculdade… 

Aprendemos sobre a Primeira e Segunda Guerras Mundiais…a bomba atômica…

Dominamos as tecnologias, temos computadores e smartphones super rápidos,

E… não esperávamos que, no nosso tempo, na nossa geração, enfrentaríamos uma pandemia de escala global, muito parecida com outras…muito tempo atrás.

 

A poluição por carros e indústrias diminuiu no planeta e o céu está mais limpo

Animais já ocupam lugares nas cidades que antes não freqüentavam.

Em alguns lugares já se vê água muito mais limpa nos rios e oceanos. 

Nossos sismógrafos até estão captando sons vindos do coração do planeta, como nunca captaram. 

Além disso, nossos cientistas, em todo o mundo, e também tomadores de decisão,

Estão se unindo de forma nunca antes vista, para superarmos tudo isso, na busca por vacinas e por medicamentos.

 

Aprendemos a aprender.

Estamos aprendendo, na marra, a ter calma e cooperar coletivamente.

Estamos entendendo que não somos os seres mais importantes da Terra

Precisamos ser humildes, reconhecendo o universo não como uma pátria apenas humana

Mas sim, um mundo de todas as formas de vida, que surge onde menos se pode esperar

E prospera sem avisar.

 

Nos amparemos uns aos outros. 

Valorizemos a ciência, compreendendo-a e dando a ela o lugar de merecimento que precisa ter.

Respeitemos aqueles e aquelas que estão nos hospitais dando a vida por todos os doentes.

 

Um vírus novo, pequeno… muito pequeno… pode ensinar muito.

Talvez aprendamos, dentre todas as lições possíveis, 

A sermos imensamente gratos pela vida e por existirmos nesse mundo

Repleto de dores, sofrimentos e caos

Mas também cheio de mistérios e maravilhas,

Que somente aqueles com os olhos puros e libertos do egoísmo poderão notar

E desfrutar…

Hoje, amanhã…e sempre. 

Apoio Divulgação Científica: Samara Autopeças e Barbacena Online

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