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Qual é a música de sua vida?

A crônica de Francisco Santana

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Hum! Que bela recordação essa canção me traz! Ouvindo-a ouço, revivo momento inesquecíveis! É como se tudo acontecesse novamente. Ela se eternizou. A música possui a magia de nos emocionar pela sua letra e melodia e por que não pelo intérprete? Eu me sinto transportado por ambientes, companhia e por momentos de rara felicidade. O instante se perpetua e quando a ouço, sinto aflorar no meu íntimo emoções intensas vividas, que fazem parte de minha vida.  

A pele arrepia, o coração acelera e lágrimas costumam rolar pela face. A sensação toma conta do meu ser e me envolvo pelas recordações. Nesse momento só tenho ouvidos por “aquela música” que me consome e me faz esquecer de quase tudo, menos dela. Música, uma maneira deliciosa de reviver e celebrar a vida.

Conversei com algumas pessoas e perguntei a elas qual era a música que marcou um momento ou momentos em sua vida. “Desde pequena sou apaixonada por bandas e fanfarras. Tenho em mente memoráveis desfiles do Dia 7 de setembro, onde as fanfarras dos colégios e as bandas militares se exibiam. O glamour acabou, mas a fidelidade musical permaneceu. Uma música veio a calhar e marcou a minha vida: “A Banda” de Chico Buarque de Holanda”.  (Débora Seixas).

“Meus familiares me condenam por eu gostar dessa música e dizem que eu saí da roça, mas a roça não saiu de mim. Gosto não se discute e é um ato subjetivo. Eu me envolvo e me entrego por inteiro quando ouço “As Andorinhas” interpretação do Trio Parada Dura”. (Antônio José).

“A década de 70 me seduziu pelas belas composições musicais. Aliada a isso, eu era um jovem rebelde e a música, “Prá não dizer que não falei das flores” interpretada por Geraldo Vandré) ainda me transporta para o céu”. (José Márcio).

“A minha descendência é italiana. Meus avós ouviam, meus pais ouviam e eu me acostumei a ouvir, me deliciar, me encantar com a música “Al di  lá” Emilio Pericoli”. (Bruno Conti).

“Meus grandes ídolos são: Queen e Fred Mercury. A morte do Fred me deixou órfão. Graças a Deus ele se eternizou com sua voz marcante, interpretações geniais e de canções envolventes. A mídia noticiou que Fred gostaria de ser lembrado pós morte pela música: “The show must go on”. Se é notícia falsa eu não sei, mas em sua homenagem essa música me traz grandes recordações e marcou a minha vida decididamente”. (Arnaldo Santos).

“Santana, posso citar duas? Não me pergunte o porquê, mas “Carinhoso” do Pixinguinha e “As rosas não falam” de Cartola, me fazem perder a noção do tempo e me realizam emocionalmente”. (Alzira Camargo).

“A arte cinematográfica sempre me fascinou. Sempre fui um apaixonado pelas trilhas sonoras dos grandes filmes. Vou citar duas músicas: The morning after” interpretação de Maureen McGovern, que marcou o filme “Destino de Posseidon” e a “My heart Will gon on” que sonorizou o filme “Titanic, interpretação de Celine Dion”. (Ciro Santos).

Rápido e objetivo: “Dólar furado”, interpretado por Ênnio Morriconi. (Luiz Carlos Alves).

“Tudo que envolve Elvis Presley tem um lugar cativo no meu coração. Amo Elvis e suas canções, mas duas me fazem verter lágrimas, são elas: “Love me tender” e “Suspicious Minds”. (Natália Batista).

“Santana, eu amo os Beatles e duas músicas deles me elevam, embalam e me envolvem por inteiro: “Something” e “Let it be”. (Soraia Medeiros).

Terminei a brincadeira perguntando para o meu neto, Bernardo de dois anos: cante para o vovô Santana uma música que você gosta? Ele cantou: “Brilha, brilha, estrelinha quero ver você brilhar/ lá no alto lá no céu/num desenho de cordel/bilha brilha estrelinha/baila linda bailarina”. E engatou outra: “A roda do ônibus gira, gira, gira, gira, gira, gira/a roda do ônibus gira, gira pela cidade a buzina toca, toca, toca, toca, toca, toca a buzina toca, toca pela cidade/os passageiros sobem e descem, sobem e descem, sobem e descem”.

Eu lhe pergunto: qual é a música que de uma forma marcou a sua vida?

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