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  • Projeto do IF Sudeste de Santos Dumont atende demanda por escudos faciais na saúde pública

    Desde o fim de março, a professora do IF Sudeste de Santos Dumont, Lívia Meneguitte Ávila, vem produzindo escudos faciais para os profissionais da saúde do município, com a intenção de minimizar as chances de contágio pela COVID-19. A iniciativa foi um sucesso e em pouco mais de dois meses, foi possível atender 100% da demanda da Saúde Pública na cidade.

    A professora produziu o equipamento em uma impressora 3D, na qual ela imprime a haste e, com o apoio de uma equipe, acopla a ela uma folha de acetato. Entre os seus colaboradores no projeto estavam a servidora Iara Nascimento e os alunos bolsistas Stéphany Carvalho, Bianca Castro (Engenharia Ferroviária e Metroviária) e Breno Lamy (curso técnico em Mecânica), além de voluntários que já começaram a doar seu tempo à produção de EPIs. O projeto, que ficou conhecido IFight, também atuará na produção de máscaras de tecido, aventais, toucas e pantufas, mas a prioridade inicial foram os escudos.

    Entre as demandas da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital de Misericórdia de Santos Dumont, aproximadamente 700 equipamentos já estão protegendo profissionais como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, auxiliares de serviços gerais, agentes de saúde e endemias, auxiliares administrativos e motoristas e nesta semana, está prevista a disponibilização dos EPIs a trabalhadores da limpeza pública (caminhão de lixo).

    Além dos itens disponibilizados diretamente pelo IFight, o projeto teve alguns parceiros que foram essenciais para completar o atendimento a essa demanda: a equipe da ONG SOS 3D JF e o professor Vicente Almeida, também do Campus Santos Dumont, produziram e cederam escudos faciais à cidade.

    O projeto também já começou também a fornecer equipamentos de proteção individual a municípios vizinhos. Em 29 de maio, por exemplo, 38 EPIs foram disponibilizados a profissionais de Saúde em Oliveira Fortes.

    “Acredito muito que pequenas iniciativas podem fazer a diferença nesse momento tão difícil de enfrentamento à Covid-19. E não faz sentido ficar parada em quarentena se temos recursos e conhecimento, e isso pode ajudar a proteger as pessoas. É isso que prático e sempre ensino aos nossos estudantes: mais do que profissionais, técnicos ou especialistas, devemos ser humanos, sensíveis e cuidadosos”, explicou Lívia Ávila.

    Para as próximas etapas, o IFight contará também com a ajuda de voluntários na cidade. Os interessados em participar devem fazer o cadastro pelo link https://docs.google.com/forms/d/1p2qIyJ9Y33fhd08_ahvAsKv4kGFJ4AjA3AafH2MfPtA/viewform?edit_requested=true. Para conhecer outros eixos do projeto, acesse as páginas no Facebook https://www.facebook.com/IFight-101107798272759/e no Instagramhttps://www.instagram.com/ifight2020/