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Professores da rede estadual organizam ato público em Barbacena

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Profissionais da educação, que atuam nas escolas do estado, preparam uma manifestação regional em Barbacena na manhã de terça-feira (10). A concentração será às 10h, em frente ao Campus Barbacena do Instituto Federal Sudeste de Minas.

A categoria está em greve desde o início de fevereiro, aguardando uma decisão do Governo do Estado sobre a concessão, de pelo menos, o piso salarial nacional da categoria, além da sanção da Emenda 2/2020 ao Projeto de Lei 1.451/2020, que garante isonomia salarial a todo funcionalismo.

De acordo com a coordenadora do Sind-Ute, subsede em Barbacena, várias escolas continuam com suas atividades paralisadas de forma parcial ou total. “Em Barbacena, apenas a Escola Estadual Bias Fortes não aderiu à paralisação. As demais estão com, pelo menos um turno de greve”.

Uma nova assembleia estadual está programada para quinta-feira (12), às 14h, em Belo Horizonte.

ESCOLAS COM ADESÃO TOTAL À GREVE

Adelaide Bias Fortes – Barbacena
E. E. de Ensino Fundamental e Médio (EFAFEM) – Barbacena
E. E. Embaixador José Bonifácio (Normal) – Barbacena
E. E. Professor João Anastácio (Polivalente) – Barbacena
E. E. Professor Soares Ferreira (Estadual) – Barbacena
E. E. Senhora das Dores – Barbacena
E. Lima Duarte (Antônio Carlos)
E. E. Francisco Antônio Pires (Barroso)
E. E. Souza Leite (Madre de Deus de Minas)
E.E. Juscelino Benedito de Araújo (Santa Bárbara do Tugúrio)

 

ESCOLAS COM ADESÃO PARCIAL À GREVE
E. Dr. Alberto Vieira Pereira
E. E. Gabriela Ribeiro Andrada
E. Amílcar Savassi
E. E. Henrique Diniz
E. E. São Miguel
E.E. Nossa Senhora do Rosário (Alfredo Vasconcelos)
E.E. Senador Antônio Carlos (Antônio Carlos)
E. E. José Gonçalves de Araújo (Antônio Carlos)
E. E. Silvano Albertoni (Barroso)

Informações repassadas pelo comando de greve do Sindute Barbacena

4 Comentários
  1. Nikolayev Heinrich Diz

    Não sou da área de educação, mas apóio de forma INCONDICIONAL essa paralisação, estão exercendo o direito constitucional de greve previsto no art 9º da CF/88 em busca de melhorias. Entretanto, seria preciso que TODOS os servidores cruzassem os braços para demonstrar ao líder do executivo mineiro a insatisfação da categoria com o descaso com que ele e seus antecessores tratam a educação em Minas Gerais.

    Podemos perceber que há uma distinção enorme por parte do governo do estado ao tratar as reivindicações das diversas categorias integrantes do serviço público, entendo que todas são importantes dentro do contexto de prestação de serviços ao destinatário final que somos nós os cidadãos, cada uma na sua esfera, mas uma não menos importante do que as outras.

    Em se tratando de governo no Brasil, a única forma de tentar melhorias é através de greve mesmo, não há outra solução, principalmente com esse governo que não negocia, não escuta e não cede.

    Que ninguém espere surgir um político sensato, capaz de buscar por si só melhorias para a educação, vai ser uma verdadeira “QUEDA DE BRAÇOS” e sairá vitorioso o lado que mais tiver paciência, persistência e insistência lembrando que é preciso que TODOS, sem exceção, façam a sua parte, afinal a vitória ou a derrota será de todos os profissionais da educação. Por isso é preciso se unir e PERSEVERAR!!!

  2. Elcafe Diz

    Vejo com muita cautela e preocupação o movimento. Conforme mencionado acima, os professores estão exercendo um direito constitucional e reivindicando melhorias, mais do que justas, diga-se de passagem, para a classe. Contudo, penso que deve-se ter muito cuidado com os “influenciadores” e “idealizadores” do movimento que, infelizmente, na maioria das vezes, não estão preocupados com o interesse coletivo, de toda a classe, mas, tão somente, vislumbrando interesses futuros. Possivelmente muitos desses “idealizadores” são os políticos de amanhã.
    No mais, o que deve-se cuidar e ter em mente é que o ano letivo, toda a carga horária, deverá ser cumprida e isso já está interferindo nos sábados de nossas crianças, bem como nas férias de julho. E o pior é que as reposições, muitas vezes acontecem de maneira bem improvisada, sem o cumprimento integral do horário de aula, com pouca adesão por parte dos alunos e, consequentemente, com aulas sendo ministradas com pouco ou nenhum conteúdo que os alunos deveriam ver.
    Dessa maneira, mais uma vez salientando meu respeito por todos da Educação, compreendendo a reivindicação e o descaso do executivo e do legislativo para com a classe, mas acho que deveríamos buscar meios de demonstrar a insatisfação e buscar soluções, sem que tenhamos tamanhas perdas (refiro-me ao futuro de nossos discentes) durante o movimento.

  3. Nikolayev Heinrich Diz

    Do ponto de vista prático, entendo que a falta de qualidade no ensino público, com consequente prejuízo para o “CORPO DISCENTE”, dito acima, é devido a educação não ser prioridade do poder público e por outro lado o poder público não prioriza a educação pelo simples fato de que a educação não está na pauta de demandas da sociedade.

    São causas independentes em termos porque o “CORPO DOCENTE” também não pode ser penalizado por uma agenda política que não trata de forma isonômica as categorias de servidores do estado. Acredito serem justíssimas as reivindicações pleiteadas e por isso entendo ser LEGAL e MORAL tais paralisações.

    Será que não é a hora da sociedade civil se unir para em conjunto pressionar e pleitear junto ao poder público, melhorias na educação que beneficiem o “CORPO DISCENTE” e parar de colocar a TOTAL RESPONSABILIDADE pela educação somente “nas costas” do CORPO DOCENTE? Nesse momento, cabe à sociedade assumir sua responsabilidade diante da trágica situação em que se encontra o ensino público nesse país e ao poder público cabe não só compreender, mas, principalmente VIVENCIAR a escola estabelecendo um diálogo verdadeiro e profundo com o professor, buscando, por meio da educação, uma transformação social sustentável baseada em valores humanos mais éticos e mais justos.

    Porque a responsabilidade de educar e o fracasso da educação são atribuídos de forma EXCLUSIVA aos professores? Quando as coisas não estão indo bem, ninguém culpa a omissão estatal, não culpam a falta de interesse do “CORPO DISCENTE”, não culpam a não participação de pais na vida escolar dos filhos. A boa educação se forma baseada em um conjunto de fatores e políticas públicas de assistencialismo e mais proximidade do gestor público com a comunidade escolar e uma efetiva participação de toda a sociedade.

    A Constituição Federal em seu Título VIII, capítulo III, Seção I, ARTIGO 205, estabelece de forma EXPLÍCITA de quem é o dever em prestar os serviços de educação, ou seja, o dever é do estado e da família com o incentivo e colaboração da sociedade, assim também, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu capítulo IV, artigos 54 a 59 e em outras legislações esparsas garantem à criança e ao adolescente o acesso a uma educação digna, cabendo à sociedade e aos órgãos responsáveis pela fiscalização e aplicação da lei cobrar do poder público o seu cumprimento. É preciso parar com a HIPOCRISIA!!!

    Como pode um professor – P5 que leciona, por exemplo, português, matemática, física, química, história, geografia etc, sobreviver com míseros R$1.800,00 ( mil e oitocentos reais) LÍQUIDOS? Isto equivale dizer que não chegam a auferir (02) dois salários mínimos!

    Somente quem conhece a realidade de um professor, tem ciência das agressões verbais e até físicas a que estão submetidos diariamente, tornando-se reféns de parte do “CORPO DISCENTE” que tanto se procura preservar. Até quando professores serão vítimas do Estado e do “CORPO DISCENTE”?

    E além do mais, gostaria de deixar clara a minha insatisfação com um sistema, onde a maioria das pessoas acham “NORMAL” tudo isso dito acima e quero frisar que não sou “influenciador” e nem sou vinculado a QUALQUER sindicato, e não tenho pretensão de me tornar político, sou apenas um LEITOR que manifesto o meu modo pensar e enxergar a vida sempre que me deparo com injustiças dessa envergadura.

  4. Nikolayev Heinrich Diz

    Para finalizar, todo professor sabe que parte do “CORPO DISCENTE” veem a classe como empregados ou na maioria das vezes como LIXO, não estão nem ai para vocês. Então, busquem seus direitos mesmo, PERSISTAM até o fim por melhorias porque ninguém irá fazer isso por vocês, e dane-se o ano letivo. É preciso criar coragem ou ficaram a vida inteira assim.
    O governo não negocia porque sabe que a classe de certa forma é desunida e nem todos aderem às paralisações, exemplo está acima na notícia, onde podemos perceber que algumas escolas não pararam, enfraquecendo o movimento e terão que voltar sem serem ouvidos, não conseguirão o que estão pleiteando e ainda terão que repor todos os dias que ficaram parados.

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