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Pequenos, mas bem problemáticos: Conheça melhor os ácaros

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Por Julia Gonçalves, membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana e Graduanda em Ciencias Biológicas, no IF Barbacena, sob orientação do professor e pesquisador, Delton Mendes.

 

Em épocas do ano como esta, em que o calor e as chuvas são freqüentes, é comum verificar-se o aumento de casos de problemas respiratórios. Isso porque os ácaros, um dos grandes responsáveis por essas patologias, proliferam-se com facilidade em ambientes quentes e úmidos. São seres microscópicos pertencente ao filo dos artrópodes e, apesar de muitas vezes serem confundidos com insetos, são aracnídeos, como os carrapatos, aranhas e escorpiões, compondo o grupo mais diverso e abundante dentre todos de sua classe. 

Devido ao seu tamanho minúsculo e sua capacidade adaptativa, os ácaros conseguiram povoar uma variedade enorme de habitats, tanto terrestres como aquáticos.  Segundo a Anticimex (2019), empresa de controle de pragas, higiene ambiental e outros serviços, eles “apareceram na Terra há cerca de 400 milhões de anos atrás e têm atualmente cerca de 50.000 espécies distintas. […] São principalmente predadores, no entanto, podem ser parasitas de plantas e animais”. 

Por serem invisíveis ao olho nu, esses seres vivos raramente são lembrados.  Apesar disso, eles estão presentes bem próximos de nós: em estofados, carpetes, colchões, cortinas, travesseiros e toalhas de nossas casas, trazendo grandes malefícios ao nosso sistema respiratório, como crises alérgicas, sobretudo rinite e asma. Vale destacar que uma de suas  principais fontes de alimentação são os  restos de pele morta liberados no ambiente durante o processo natural de renovação celular de nossa pele. “E para a surpresa de muitos, o que faz mal às pessoas não é o ácaro em si, e sim suas fezes e carcaças. Ou seja, o grande causador de alergias são os animais mortos e os seus excrementos […]. Mas vale dizer que, para os ácaros provocarem uma reação alérgica, a pessoa já precisa ter algum problema respiratório — geralmente asma ou rinite, tipos de alergias respiratórias mais comuns — ou uma predisposição genética para desenvolver essas doenças” (Drogaria Araujo, 2017).

Apesar de algumas espécies de ácaros promoverem complicações como reações alérgicas em nosso organismo ou, até mesmo, danificarem plantas e culturas comerciais, ainda existem espécies que são de extrema importância ecológica e econômica, atuando no processo de controle biológico de pragas na agricultura. “Então, por mais que inúmeras espécies acarídeas sejam indesejadas por nós, seres humanos, existem outras que podem ser usadas ao nosso favor, já que atuam como inimigos naturais de pragas agrícolas” (Mariana Aprile, 2011).

 

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Portal Barbacena Online

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