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    Barbacena, MG Previsão completa
  • Papais: sejam “cringe”!!!

    Temos vivido tempos difíceis em todos os sentidos. Os modismos, impulsionados pela duvidosa modernidade, têm mostrado o quão vulneráveis somos.

    Temos perdido valores que mantém nossa sociedade organizada. Vemos jovens sem rumo e sem objetivos. Vemos pais sem hierarquia, autoridade e domínio sobre suas casas e filhos.

    Devemos nos perguntar, com urgência, que futuro desejamos para nós mesmos e para aqueles que nos sucederão.

    Muito mais do que tecnologia, modernidade e liberdade, precisamos urgentemente de resgatar quem somos.

    Precisamos reencontrar nossa essência e viver verdadeiramente nossas vidas.

     

    MODERNO OU CRINGE?

    Infelizmente confundimos conceitos, palavras e épocas. Infelizmente com frequência abandonamos nossa essência em nome de uma ‘modernidade’ que nem sempre compreendemos o que seja exatamente.

    Avanços científicos, conquistas em diferentes áreas, domínio de técnicas, melhoria da qualidade de vida, dentre tantos outros ganhos que a tal modernidade nos traz não quer dizer que devamos abandonar os bons hábitos, o reconhecimento da hierarquia parental, o respeito por nossos pais e professores, o senso de grupo social, dentre tantos outros valores que se tornaram ‘cringe’, para usar um termo atualíssimo e repleto de significados depreciadores.

    Em algum momento da nossa própria história, nos perdemos de nós mesmos. Muitos, se não a maioria dos que nos ouvem, viveu uma época na qual o estabelecimento de valores e ética eram a base da nossa sociedade, mesmo com todos os problemas que haviam. Estes nunca deixarão de existir porque a vida em movimento traz suas querelas. Mas esta mesma geração, criada num ambiente estruturado, com papéis bem definidos, com hierarquia, com valores, moral e ética, vem presenciando o desfacelamento daquilo tudo, em nome de uma modernidade que mais traz insegurança, descaminhos e incertezas do que qualquer outra coisa.

    E isto nada tem a ver com correntes políticas ou seja lá o que for. Tem a ver com a dificuldade que todos nós temos de acompanhar a evolução dos tempos, separando o joio do trigo, ou seja, mantendo em nossas vidas o que foi bom e que nos trouxe até aqui, e abandonar aquilo que nada nos agregou de positivo em nossas vidas.

    Cada época traz risos e dores típicos, necessários e compreensíveis. O que nos assusta e preocupa é uma juventude perdida entre aquilo que não são e aquilo que não sabem.

    NOTA DA REDAÇÃO – Valeska Magierek é Psicóloga e Neuropsicóloga, trabalha no Centro AMA de Desenvolvimento em Barbacena com atendimento infantil. @amadesenvolvimento.