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Palavras soltas

A crônica de Débora Ireno Dias

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A luta eterna continua, mas sob um novo prisma: exterminar a cada dia os fantasmas que eu mesma crio e que insistem em me consumir. Exterminar a dor e frustração na passada da corrida, na oração de cada dia, na conversa inteira com os amados desta vida. Reavivar a batida do coração na dança, no cabelo ao vento, na batida da colher na panela enquanto se prepara o bolo – ou almoço. A luta, que se transforma em encontro com a minha verdade, continua no descanso sereno, no sonho feliz, na leitura que agrada ao pensamento. Continua quando me esquivo do doce a mais, mas também quando saboreio um chocolate sem culpa. Sem culpa porque a vida já nos traz culpas demais por isso ou por aquilo que fizemos ou deixamos de ser e fazer. Desculpar-se! Refazer-se! A luta eterna não pode ser aquela que me/nos faz sentir depressivos, tristes, derrotados. A luta eterna deve ser por dias mais bonitos, por nos enxergar com nossas verdades, por inteiro. A luta, ou melhor, a busca eterna se resume numa palavra-sentimento: serenidade! Ser sereno, olhar a mim mesma e ao redor com o olhar e os sentidos serenos para que não haja julgamentos e ações além do que dever ser.

Débora Ireno Dias

Maio 2019

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