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Olhe mais para a natureza, o cosmos, e menos para o espelho e seu egoísmo

Delton Mendes Francelino

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A ciência cada vez mais tem comprovado a relação direta de ancestralidade que possuímos com todos os seres vivos que habitam a Terra. A humanidade é uma das milhões de espécies do planeta, com alta complexidade de desenvolvimento, e possui algo em torno de 200 mil anos de existência: pode parecer muito tempo, mas em comparação à idade do universo, 13,8 bilhões de anos, é  praticamente um breve respiro.

Os estudos biológicos têm mostrado com profundidade que temos grande proximidade de DNA com outros primatas, como o Chipanzé, espécie ameaçada de extinção e que tem 98% similaridade com o nosso genoma. Muitas pessoas, infelizmente, sem qualquer estudo, ou condição crítica, argumentam ser um absurdo afirmar que temos ancestralidade comum com seres vivos “menos importantes”. Significativa parcela de nossa sociedade ainda questiona os conhecimentos científicos e defendem o obscurantismo, alegando que os seres humanos são a parte mais importante da Terra e até mesmo do Cosmos.

Vejam bem: somente em nosso planeta, identificamos apenas cerca de 10% das espécies de seres vivos que aqui existem. Conhecemos nem 5% dos oceanos. Em nossa galáxia estamos em torno de uma das menores estrelas, dentre cerca de 250 bilhões de “outros sóis”. Se não bastasse isso, há bilhões…trilhões de outras galáxias, distribuídas pelo Universo Observável, cada qual com algo em torno de 200… 300 bilhões de estrelas. Por qual razão nosso povo ainda insiste em abdicar da humildade reflexiva, de se considerar parte de uma complexidade infinita de fatores, e se auto afirmar a espécie mais relevante da Terra e do Cosmos? Qual o problema em admitir que somos sim, todos, ligados a todos os outros seres, não meramente por filosofia, mas por herança evolutiva?

Enquanto a humanidade continuar a desprezar o conhecimento científico, ignorar os fatos e permanecer na escuridão das crenças que não permitem o raciocínio crítico, dificilmente perceberemos uma sociedade equilibrada e justa, ambientalmente correta e de fato sustentável. Portanto, observe mais a natureza e o céu noturno, e procure se preocupar menos com o espelho: o olhar para o universo e para o seio da Terra ainda são os mais sensíveis e eficazes argumentos para um mundo melhor.

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