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O perigo das automutilações na infância e na adolescência

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Ultimamente temos visto na Internet e em outras mídias a questão das automutilações na infância e na adolescência, fato que tem trazido preocupações para pais e escolas, de forma geral.

Mas o que é, exatamente, uma automutilação?

A automutilação, a autolesão ou a lesão autoprovocada intencionalmente é qualquer lesão intencional e direta das partes do corpo provocada pela própria pessoa, mas sem que haja intenção de cometer suicídio. A forma mais comum de autolesão é a utilização de um objeto afiado para cortar a pele. É qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio.

 

Por que as pessoas, e agora cada vez mais crianças e adolescentes, se mutilam, se cortam?

A automutilação é, para muitas pessoas, incluindo crianças e adolescentes, uma válvula de escape para as dores emocionais que as acomete. As pessoas que se mutilam costumam dizer que isso as ajudam a aliviar o aperto no peito e angústia que sofrem. É como se a dor física aliviasse a ‘dor na alma’. E a automutilação pode ser o ato de se cortar, de bater em si mesmo e de se queimar.

 

É comum que crianças e adolescentes se mutilem?

Não, não é comum que nenhuma pessoa se mutile, principalmente crianças e adolescentes! A automutilação é um comportamento de atenção à Saúde Mental e para o qual precisamos estar atentos a fim de identificar e intervir o mais rapidamente possível.

 

Em quais situações ou condições a pessoa pode se mutilar?

O que geralmente os adolescentes nos contam é que há histórico de brigas com familiares, brigas com colegas de escola, problemas nas relações interpessoais, problemas escolares, percepção distorcida de si próprio, problemas psiquiátricos, etc. Entre as principais finalidades com que a pessoa faz isso temos a necessidade de aliviar um estado ou sentimento negativo, como um estado ansioso, depressivo, ou sentimento de angústia, frustração, desespero, tensão, raiva e, até autocrítica. Também o fazem na tentativa de induzir um sentimento positivo e até como forma de lidar com as relações interpessoais; às vezes, num ritual negativo de grupo, as crianças e adolescentes se mutilam para fazer parte daquele grupo; e isto é muito sério e grave.

A criança ou adolescente normalmente tem esses atos de forma tão repetitiva que pensa inúmeras outras vezes nisso ao longo dos dias sem realizar o ato em si. Há aquelas que não conseguem ver uma outra forma de lidar com a frustração que não seja propriamente com a automutilação. O ato normalmente é impulsivo e ocorre para alívio imediato da situação causadora. A pessoa muitas vezes faz isso sem pensar.

 

O que eu devo fazer se perceber que meu filho está se automutilando?

Antes de qualquer coisa, sempre devemos estar atentos à Saúde Mental de nossas crianças, de nossos filhos. A atenção e o acompanhamento diário podem evitar situações tão drásticas e tão graves como esta.

Converse mais com seus filhos, saiba quem são seus amigos, que tipo de salas eles frequentam na Internet, quais assuntos buscam na Internet.

Mas caso você perceba que seu filho ou sua filha tem se mutilado, procure por ajuda especializada o mais rápido possível, a fim de que a causa real seja identificada e a conduta adequada seja tomada. A equipe interdisciplinar, psicólogos e médicos, são fundamentais, juntamente com a família, na resolução desta questão. Não espere por novos episódios; procure ajuda especializada!

 

Valeska Magierek. Psicóloga, Neuropsicóloga, atua há mais de 20 anos na área Psicologia Infantil e Neuropsicologia. Atualmente é palestrante, instrutora de cursos e atende no Centro AMA de Desenvolvimento em Barbacena. www.centroamadesenvolvimento.com.br.

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