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O AMOR não mora nas palavras. O AMOR mora nas atitudes

A crônica de Francisco Santana

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Há expressões interessantes que foram esquecidas pelo ser humano. Por exemplo: Deus lhe pague! Deus lhe ajude! Bença pai!  Bença mãe! Deus lhe abençoe meu filho! Vá com Deus! Uma se vulgarizou: “Eu te amo!”. O significado da expressão varia muito de como é empregado.  Pode significar amor sincero, apelo emocional e sexual. O corpo se aquece e em segundos se torna um vulcão e as palavras saem como lavas: eu te amo!Eu te amo! Eu te amo! As lavas não são duradouras, elas esfriam assim como as palavras.  

A quem devemos amar? “Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”, (Mateus 5:43-44). “Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é sua aplicação sublime, porque esta virtude é uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho. Jesus não quis dizer, por essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a ternura que se tem para com um irmão ou amigo. A ternura supõe a confiança, ora, não se pode ter confiança naquele que sabemos nos querer mal. Não se pode ter com ele os transportes de amizade, porque se sabe que é capas de abusar disso. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não poderá haver os laços de simpatia que existem entre aqueles que estão em comunhão de pensamentos. Não se pode, enfim, ter o mesmo prazer ao se encontrar com um inimigo do que com um amigo” (O Evangelho segundo o espiritismo/Allan Kardec).

O amor é a expressão de ações variadas O amor filial é o amor entre pais e filhos e vice-versa. O amor fraternal é o amor para os irmãos e se estende aos irmãos que não são de sangue, amor fraternal é uma relação de igualdade que nos ensina a levar uma convivência saudável e construtiva. Há também o amor platônico entendido como um amor à distância, baseado em fantasia e idealização, onde o objeto do amor é o ser perfeito, possuidor de grandes qualidades e sem defeitos.

O filósofo Platão no seu livro, “O banquete” disse que o amor era essencialmente puro e desprovido de paixões, porque estas são essencialmente cegas, materiais, efêmeras e falsas. O amor platônico, portanto, não com base em interesses, mas é baseado em virtudes. A psicologia apregoa que o amor platônico localiza a origem deste tipo de sentimento em possíveis causas, como introversão, insegurança e inibição emocional. Aparece principalmente durante a adolescência e juventude, porque sente ou tem um esmagamento em algum momento da vida, porém isso é comum. 

Não se descreve o amor sem se falar do cupido. O que é isso? Simbolicamente cupido é o misto de amor e paixão.  Ele é representado por um garoto romano alado, carregando um arco e flechas. Para a Mitologia Grega, o cupido é o deus Eros e filho de Vênus – a deusa do amor e da beleza – e de Mercúrio – deus mensageiro. O garoto é bastante brincalhão que dispararia a sua flecha de forma indiscriminada, fazendo com que as pessoas se apaixonassem. Em todas as culturas, o cupido se associa a uma figura feliz, positiva, do bem ou a própria doçura do amor.

Santana! Você se esqueceu de falar sobre um tipo de amor muito importante. Qual deles, consciência? O amor próprio!  Eu vou pedir ajuda à doutrina espírita. “Através do espiritismo somos levados a buscar o conhecimento de si mesmo para nos elevarmos dos nossos defeitos e com isso evoluir. Por isso o amor-próprio se torna um indispensável fator nessa escalada espiritual. Entendemos o amor-próprio como a estima de si mesmo, o reconhecimento do valor do indivíduo por ele mesmo. Como o espiritismo pode ajudar a nos amarmos mais? Para a ciência, o amor-próprio seria a admiração de si próprio, seja pela vaidade ou pela autoestima. Para o espiritismo, usaremos a segunda opção, pois se denota dela o reconhecimento de si mesmo como parte integrante e importante da criação”.

O amor não declarado sufoca e faz sofrer, falta-nos coragem para exteriorizá-lo. Perturbações e lágrimas afloram A emoção reprimida pode provocar “uma ideia fixa, uma fobia ou pode persistir sob a forma de uma inquietude, de um desejo de agitação ou de uma tendência contínua à distração (Guerreiro). O amor verdadeiro não se desgasta, quando mais se dá mais se tem. Amai bastante para ser amado. O mundo precisa de amor. O contrário de amor não é a raiva e tampouco ira e sim, a indiferença. Como dói se sentir assim! 

E quando vem a paixão? Que sentimento é esse? Paixão não é sentimento. A paixão pertence ao mundo da personalidade, enquanto os sentimentos emanam do ego superior O amor é um sentimento controlado, puro, altruísta e a paixão é a forma vil e egoísta de amar. O amor você domina, a paixão não. Amor não é posse, perdoar é amar. A paixão instiga o ódio e “a diferença do amor e do ódio, é que pelo ódio a gente mata e pelo amor a gente morre”. (Renato Russo).   

Lembre-se que o AMOR não mora nas palavras, o AMOR mora nas atitudes. 

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?” 

(Fernando Pessoa).

(Fontes: O Evangelho segundo o Espiritismo/ Textos analisados da Internet: Espiritismo da alma/Descobrindo o amor próprio/O que é o eu te amo/Simbologia).

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