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Crime em festa de Santa Rita de Ibitipoca termina com condenação de 12 anos

O Tribunal do Júri da Comarca de Barbacena condenou, nesta terça-feira (12), Isabella Navasco de Paula Ipolito pela morte de Carlos Henrique Júnior de Paula, crime ocorrido em abril de 2024, durante uma festa no Parque de Exposições de Santa Rita de Ibitipoca. O corréu Marcos Antonio Celestino do Nascimento foi absolvido pelos jurados. Na defesa dos acusados atuaram os advogados Letícia Carvalhaes, Mateus Gonçalves (defendendo Marcos Antônio Celestino)  e Vitor Campos (defendendo Isabela Navasco), enquanto o Promotor de Justiça Vinícius Souza Chaves foi o responsável pela acusação.

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Os advogados Mateus Gonçalves e Letícia Carvalhaes que atuaram na defesa de um dos réus no julgamento desta terça (12)

De acordo com a sentença proferida pelo juiz Alexandre Verneque Soares, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e autoria do crime em relação à Isabella, acolhendo a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. Por outro lado, os jurados afastaram a qualificadora de motivo fútil.

O júri também reconheceu a forma privilegiada do homicídio, prevista no artigo 121, parágrafo 1º, do Código Penal, entendimento que reduziu a pena da ré. Ao final da dosimetria, Isabella foi condenada a 12 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Na sentença, o magistrado destacou a gravidade da conduta, apontando premeditação, agressividade e elevado grau de violência. O documento menciona que a vítima foi atingida inicialmente por pauladas e, posteriormente, recebeu múltiplos golpes de canivete, mesmo já caída e desacordada.

Ainda conforme a decisão, o crime ocorreu em meio a uma festa pública, causando pânico e colocando outras pessoas em risco. O juiz também citou relatos constantes nos autos sobre ameaças anteriores e o comportamento da acusada após o crime.

Em relação a Marcos Antonio Celestino do Nascimento, o Conselho de Sentença entendeu pela absolvição. Com isso, o juiz determinou a expedição de alvará de soltura em favor do acusado, caso ele não estivesse preso por outro motivo. A Advogada Criminalista Letícia Carvalhaes falou ao Barbacena Online com exclusividade, “Justiça não é condenar a qualquer custo; é ter a sobriedade de reconhecer a inocência. Este jovem foi preso aos 18 anos e aguardou dois anos pelo julgamento de hoje. Embora o veredito finalmente restabeleça sua liberdade, o tempo que lhe foi tirado é um prejuízo que o Estado jamais poderá reparar”.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o homicídio aconteceu na madrugada de 29 de abril de 2024, por volta de 1h10, na Rua Alfredo Macena, dentro do Parque de Exposições de Santa Rita de Ibitipoca. A acusação sustentava que os denunciados agiram em conjunto, utilizando um barrote de madeira e um canivete contra Carlos Henrique Júnior de Paula, que não resistiu aos ferimentos.

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