Olá amigos do vinho!
Não deu pra fazer ainda um curso específico de vinhos?
Sem problemas.
Com esses 3 passos descomplicados você pode aprender como degustar um vinho
1) Visual
A análise visual de um vinho diz bastante sobre o estado de conservação, idade, uva utilizada e ainda sobre seu processo de elaboração. Coloque na taça apenas 1/3 da sua capacidade, inclinando a mesma para que se possa observar a superfície do líquido.
Serão avaliados nessa fase: teor de limpidez (o vinho não pode ser turvo), a sua transparência, o seu brilho (a união entre a limpidez, transparência e viscosidade, gera o brilho) e a sua viscosidade (deixe o vinho em repouso na taça após agitá-lo um pouco e observe a bebida escorrendo).
2) Olfativa
Deixe o vinho descansar alguns segundos após a análise visual e vamos partir para os aromas.
Incline a taça e coloque seu nariz diretamente na taça e aspire.
O vinho não tem somente o aroma da uva, existe uma complexidade de componentes voláteis que criam aromas parecidos com outros que nos são familiares como a baunilha, chocolate, frutas cítricas, entre outros.
A análise olfativa é dependente de treino, muito treino! Então trate de começar a atentar-se para os cheiros por onde você passa. Só assim, com o tempo, seu nariz ficará mais “treinado”.
Apesar da grande dificuldade em analisar esse quesito, Emile Peynaud dividiu os aromas em alguns grupos:
1) Em vinhos jovens predominam traços de flores e frutas frescas ou vegetais, que evoluem com o envelhecimento do vinho para os aromas de frutas mais maduras, secas ou em geléia.
2) Em vinhos envelhecidos predominam aromas animais ou de decomposição.
3) Nos vinhos brancos predominam aromas de flores brancas e amarelas ou de frutas brancas ou amarelas: maçã, pêra, abacaxi, melão, pêssego, maracujá, lírio, jasmim branco, etc.
4) Os vinhos tintos são clássicos por aromas de flores ou frutas vermelhas: rosa, violeta, morango, cereja, framboesa, amora, groselha.
5) Os aromas típicos das diferentes variedades de uvas e porque não, até de algumas regiões vinícolas, podem ser reconhecidos em determinados vinhos.
Você poderá perceber até 3 tipos de aromas:
Aromas primários
Vêm diretamente da uva.
Estão ligados ao tipo de uva e ao terroir (solo, clima, região).
Exemplos:
Frutas (maçã, pera, frutas vermelhas, frutas tropicais)
Flores (rosa, violeta)
Ervas e notas vegetais (erva fresca, pimentão)
Aromas secundários
Surgem durante a vinificação, ou seja, no processo de produzir o vinho.
Resultam de fermentação e/ou contato com madeira.
Exemplos:
Notas lácteas (manteiga, iogurte, brioche) — da fermentação malolática
Fermentação: pão, massa, cerveja, banana
Madeira: baunilha, coco, especiarias
Aromas terciários
Aparecem com o envelhecimento do vinho, na garrafa ou em barrica.
São aromas mais complexos e sutis.
Exemplos:
Mel, frutos secos, nozes
Tabaco, couro, terra, cogumelos
Chocolate, café, especiarias mais profundas
Resumindo:
• Primários = vêm da uva.
• Secundários = vêm da produção.
• Terciários = vêm do envelhecimento.
3) Gustativa
Antes de iniciar uma avaliação gustativa de vinhos é preciso entender um pouco como funciona nossa língua, pois ao saber disto, se entende, por exemplo, em que parte do órgão vamos identificar cada aspecto do vinho.
Para iniciar a análise, coloque um pouco na bebida na boca e mantenha o vinho de 10 a 15 segundos em contato com diferentes partes da língua para identificar as sensações gustativas.
As sensações referem-se aos sabores doce, salgado, ácido e amargo.
Doce: são reconhecidas não somente pela duçura, mas também porque provocam uma sensação de maciez e untuosidade.
Salgado: sabor raramente encontrado nos vinhos brasileiros.
Ácido: são reconhecidas pela salivação fluida e abundante que provocam.
Amargo: os taninos podem provocar uma sensação de amargor mais discreto (em vinhos jovens de boa qualidade) que é melhor sentido no fundo da língua, mas também pode-se não observar nenhum amargor em caso dos taninos serem maduros e finos.
Essas dicas são bem importantes para os iniciantes no mundo do vinho.
Conforme você adquire mais experiência, pode aprofundar seus conhecimentos em outros aspectos dentro da degustação.
Um abraço à todos!
José Wilson Ciotti










