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Nossa Independência

A crônica de Francisco Santana

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Nós, seres humanos estamos sempre à procura da felicidade, das coisas que nos fazem bem, do crescimento interior, o desejo de nos tornamos pessoas boas e de nossa independência.  Cada um, a seu modo, praticando atos que ele acredita serem os melhores. Não podemos pré julgar porque são práticas pessoais. Lembro-me de um movimento estudantil em Juiz de Fora onde estudantes de mãos dadas recitavam com vigor um texto de autoria do poeta russo Vladimir Maiakovski ou do brasileiro Eduardo Alves da Costa. Importante é perceber as palavras vivas e tão atuais que serão sempre lembradas quando algum fato novo acontecer.  

 

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta”

 

Eles quem? A interpretação é subjetiva e você a utiliza para ratificar alguma ação. Nessa mesma época conheci um preso político, filósofo que aguardava a hora para ser julgado. Eu o acompanhei no quartel para tomar um banho de sol e fazer uma caminhada. Ele era de pouca conversa e eu, de muita. De olho no meu crachá ele quebrou o silêncio e disse sorrindo: “O seu semblante, soldado Santana, é de preocupação, temor ou compaixão? Será porque estou preso e alojado numa cela desconfortável? Eu me sinto livre, soldado Santana! Mesmo que me desfigurem fisicamente me arrancando partes do meu corpo, serei um ser liberto e independente”. Assustei com suas palavras e ele continuou: “Mesmo dilacerado tenho a mente para pensar e o pensamento me move a agir”. 

 

Você é livre? Independente? Não me refiro aos direitos de opinar de ir e vir, nem sobre aquela liberdade onde o homem é dominado pela torpeza de seus instintos animais e escravizado pelos vícios.  Nossos pensamentos, sentimentos e ações devem fluir de dentro para fora. O meu conceito é mais amplo, pois, me refiro à liberdade espiritual, do nosso interior onde aniquilaremos vícios, entraves sociais que nos tornam escravos das paixões e preconceitos. Como transformar o vício em virtude? Utilizando doses de amor para que os homens estabeleçam laços sinceros sem distinção de raças, crenças, condições indispensáveis para que haja paz e compreensão entre os povos. Isso nos torna seres do bem e nos faz crescer interiormente.   

Essa independência nos compromete uma vivência pacífica entre si, com nossos familiares vivendo uma vida íntegra a serviço do amor fraterno e solidário. Ela é abrangente, sem apegos e traições. Vamos sempre optar pela virtuosidade para vencer nossos vícios, nos desenvolver espiritualmente e estreitar laços de amizade e amor. Isso é crescimento, liberdade e independência. 

Precisamos nos desapegar da matéria valorizando o necessário como disse Jesus Cristo: “Não acumuleis tesouros na terra, pois que são perecíveis. Acumulai-os no céu, onde são eternos”. Isso quer dizer: não devemos dar aos bens materiais mais importância do que aos espirituais e saibamos sacrificar os primeiros aos segundos. 

Praticar o bem diariamente é uma forma de nos tornarmos pessoas boas. Para isso é preciso aprender, trabalhar, servir e edificar.

1 comentário
  1. NANCY Diz

    D3POIS DE MA IS DE 6 MESES SEQUESTRADA EM MINHA PROPRIA CASA ACREDITO PODER ENTE3NDER VALOR DA LIBERDADE!! AMEI A CRONICA!! CARIINHOSO ABRAÇO

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