Meus momentos em Belo Horizonte

Márcio Nogueira de Paiva

Márcio Nogueira de Paiva

Depois de escrever sobre temas atuais como IA, Enchentes no RS, Constituição, quero ser egoísta e continuar escrevendo sobre mim. No meu último texto, escrevi que viveria cento e vinte anos. Menti, é claro, pois todos os médicos que já consultei fizeram questão de me dizer: você vai morrer; quando ninguém sabe. Mas pode ser com cento e vinte e um anos. Até agora são 59.

O que me deixou mais saudades de BH é seu lindo e gracioso Parque Municipal. O Parque das Mangabeiras, inaugurado em 1982, ano em que eu ainda morava lá, nunca estive, mas tenho uma grande vontade de conhecer. Entrei diversas vezes na ante sala do Palácio das Artes para ver algumas exposições, mas somente uma vez para assistir uma peça teatral. As igrejas católicas mais frequentadas por mim eram: São Mateus no Bairro Anchieta, Nossa Senhora do Carmo, no Bairro do Carmo/Sion, a Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, no Centro e a Igreja de São José, também no centro. Um dia eu e mais alguns colegas do Banco do Brasil estávamos hospedados no Normandy Hotel. Ao descer pelo elevador para o café da manhã encontrei com um casal que aguardava; depois de ter saído do elevador e eles entrarem, na hora só pensei: engraçado, eu conheço este cara, mas não sei de onde. Pensei que era algum colega de Banco, pois éramos de várias agências, fazendo diferentes cursos em nosso Centro de Formação. Quando me sentei para o café da manhã todos perguntaram: você viu o Neto. Que neto? Me responderam: o Neto do Atlético; e eu pensando ser o neto de alguém famoso. Só então lembrei-me que ele até me cumprimentou educadamente, como se até me conhecesse. Ao retornar a meu quarto vi o casal atravessar a rua e entrar na Igreja de São José. Outro que vi um pouco mais de longe: no intervalo de uma partida, acho que foi em minha última ida ao Mineirão, e eu na fila para comprar o famoso tropeiro, vi uma pessoa furando a fila e já ia reclamar, mas aí fui salvo por alguém que estava atrás de mim que falou: E aí rei, o jogo está difícil. Ele virou para trás e disse: tenho que pegar um lanche aqui rapidinho e voltar para a cabine. Então vi que era o Reinaldo, ídolo do Atlético e “dono” do estádio até hoje. Fui salvo por pouco.

Mas minha grande decepção quando se trata de Mineirão é esse pé-frio: que eu me lembro foram cinco partidas e nunca vi o Cruzeiro ganhar de ninguém. A última vez foi na estreia do Rivaldo com a camisa Celeste; placar de um a zero para o Valeriodoce. Ponto final com minha história no Mineirão. Mas antes disso também assisti um clássico na torcida oposta: por tanta insistência de um colega que trabalhava comigo na DRS (Regional), de saudosa memória, fomos. Almoçamos na casa de seu irmão, logo depois ele falou com seus filhos: vamos nos arrumar porque senão não arrumamos um bom lugar. Apareceram todos com a camisa do Galo. Não adiantou eu contestar, esbravejar, dizer que não ia, que ia ficar na torcida do Cruzeiro, mas finalmente fui convencido, pois meu anfitrião era funcionário do CAM e ex-jogador do mesmo. Tive que gritar como atleticano, aplaudir nos momentos em que o Galo quase fazia um gol e vaiar toda vez que um jogador cruzeirense estava com a bola. Sorte minha que o jogo não teve gols. Mais engraçado é que quando o anfitrião nos levou à rodoviária meu colega colocou a mão no bolso e sentiu que a sua carteira não estava lá. O que tinha acontecido não sabemos, mas ele teve que pedir dinheiro emprestado ao irmão, já o meu estava contadinho. Falei: tá vendo, se fosse na torcida do Cruzeiro não aconteceria (como se fosse a mais pura verdade).

Mas, sinto saudades da Afonso Pena, de nossos trajetos do Arnaldo para o Arnaldinum ou para a rua Pium-í, de 30 minutos mais ou menos, da linda e famosa Praça da Liberdade, da Praça Raul Soares, da Biblioteca Pública Estadual, de nosso Centro de Formação do Banco, na Rua Rio de Janeiro, do Shopping Center Cidade, dos Bairros Anchieta, Sion e Cruzeiro (engraçado, em BH tem o bairro Cruzeiro, mas nunca ouvi falar Bairro do Atlético ou do Galo). Seria uma homenagem ao Clube Azul Celeste? Talvez. Só Deus sabe!!!! Bom fim de semana a todos(as).

Márcio Nogueira de Paiva, 29 de junho de 2024

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