Linda ave, espetacular camuflagem e um símbolo cultural

Por Layane Viol, membro do Laboratório de Escrita Científica do “Falando de Ciência e Cultura”, licencianda em Ciências Biológicas e membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena, sob orientação do professor Delton Mendes Francelino, coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena.  

Diz a lenda que a bela filha do cacique de certa tribo estava apaixonada por um guerreiro, que também a amava, porém o pai ao saber do romance, com raiva e ciúmes usou de magia para encerrar o namoro e matou o pretendente. A jovem, desolada, ao saber da trágica noticia, ameaçou o pai, dizendo que contaria à tribo o que ele havia feito. Com fúria de toda a situação o cacique a transformou em uma ave noturna para esconder o segredo, mas a dor da perda daquela menina permaneceu e toda noite ela chora pela morte de seu amado, com um canto triste e melancólico.

“Urutau” do tupi “Ave fantasma”, também conhecida popularmente como mãe-da-lua, é a ave  figura de várias lendas, que são/foram transmitidas ao longo dos anos por diversas culturas e populações. Da família Nyctibiidae essa bela espécie possui uma adaptação única em aves, conhecida como “olhos mágicos”, que são fendas nas pálpebras superiores que permitem que fiquem imóveis por um longo tempo, observando ao seu redor mesmo com os olhos fechados. Com hábitos noturnos, alimentam-se de insetos e, em período de reprodução, procuram cavidades de tocos ou galhos para a nidificação e põem um ovo com incubação de cerca de 33 dias.

Fonte: Wagner Rocha de Oliveira

Essas aves, com sua plumagem de cor parda, camuflam-se, “passando-se” por um tronco de arvore partido ou em pé, estáticos e não se assustam facilmente.  É nesse ponto que precisamos ter muito cuidado, nunca tocar no animal, além de ser estressante para ele pode trazer vários malefícios. A arte de passarinhar é essa, apenas observar e admirar, a natureza esta ai para ser contemplada.

 

 

 

 

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