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  • Feiras livres: quais as recomendações para a retomada segura?

    Pensando em uma retomada segura das atividades das feiras livres neste novo contexto de consumo, recentemente, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) preparou um material com importantes orientações e recomendações à serem aplicadas no momento de funcionamento deste comércio. De acordo com o SEBRAE “é importante levar em consideração as medidas do poder público e o decreto vigente em cada região, no que rege os regulamentos e o funcionamento do comércio e, caso exista divergência de informações entre os dispositivos municipais e estaduais, opte por seguir a orientação mais rígida e com requisitos orientados pelas seguintes entidades: Organização Pan Americana da Saúde – OPAS, Organização Mundial de Saúde – OMS, Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa e Ministério da Saúde”. 

    Neste momento, as feiras livres devem ser realizadas em ambientes amplos, de preferência ao ar livre. Caso sejam realizadas em locais cobertos, é importante tomar as medidas necessárias para que se mantenha um bom fluxo de ar.

    Um item que deverá estar disponível para todos no local, é o álcool em gel. Ele deve ficar em destaque nos estandes e é importante que os feirantes e clientes tenham acesso a locais onde possam lavar as mãos com água e sabão. As balanças, bancada, máquinas de cartão e utensílios também devem ser higienizados antes da comercialização dos alimentos e, sempre que possível, durante o funcionamento da feira. A desinfecção pode ser realizada com álcool 70% ou uma solução de água sanitária.

    Promover o distanciamento de 1,5m entre pessoas nas filas na entrada ou para o pagamento é outra medida que deve ser atendida. Uma dica é utilizar adesivos no chão para demarcação da distância mínima.

    Quanto aos veículos de transporte de produtos, é importante realizar sempre a higienização deste com atenção especial para os pontos críticos de contato, como maçaneta externa, chaves, interior da porta, encosto de braço, cinto de segurança, volante, câmbio, freio de mão, painel, entre outros. Após a limpeza, os locais devem secar naturalmente.

    Para os Feirantes, vale ressaltar que uniformes, EPIs e máscaras não devem ser compartilhados. As pessoas do grupo de risco e acima de 60 anos, assim como pessoas que residem com pessoas do grupo de risco, não devem exercer atividades de contato com o público direto. É necessário adotar procedimentos contínuos de higienização das mãos, com utilização de água e sabão em intervalos regulares. Caso não seja possível a lavagem das mãos, deve-se utilizar álcool em gel. Ainda é preciso evitar contatos muito próximos, como abraços, beijos e apertos de mão e adotar medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal entre feirantes e entre esses e clientes.

    Quem prepara os alimentos deve lavar as mãos com frequência e, principalmente, depois de: tossir, espirrar, coçar ou assoar o nariz, coçar os olhos ou tocar na boca; preparar alimentos crus, como carne, vegetais e frutas; manusear celular, dinheiro, lixo, chaves, maçanetas, entre outros objetos; ir ao sanitário; e retornar dos intervalos. 

    As pessoas que atuarem na comercialização devem fazer uso de luvas descartáveis e máscaras de proteção no rosto e recomenda-se disponibilizar um funcionário exclusivo para efetuar as cobranças e a manipulação de dinheiro.

    Em Barbacena reuniões estão sendo realizadas junto aos feirantes e entidades de classe do comércio para estudar as medidas sanitárias adequadas para o retorno das feiras livres. 

     

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