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    Barbacena, MG Previsão completa
  • Falta de medicamentos altera rotina de hospitais e pode afetar tratamento de pacientes com Covid-19

    Na semana passada, após uma reunião de emergência entre o Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais do país, foram traçadas algumas ações para contornar a falta de diversos medicamentos usados em internações hospitalares, em especial aqueles que são usados para pacientes que evoluem para internação em UTI, devido à COVID-19. Até a Organização Pan-Americana da Saúde foi acionada para ajudar o Brasil a conseguir realizar estas compras no exterior.

    Segundo matéria veiculada pela Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais, os gestores hospitalares consultados justificam que a falta dos produtos é resultante da alta do dólar e do preço dos princípios ativos, geralmente importados, e ainda o aumento da demanda mundial, durante a pandemia. Segundo os gestores, o mercado brasileiro está desabastecido de  medicamentos pré-anestésicos, anestésicos, relaxantes musculares, que são essenciais para intubar pacientes, por exemplo.

    RISCO DE DESABASTECIMENTO – Na Câmara dos Deputados foi feita denúncia de que medicamentos como um dos bloqueadores musculares necessários no processo de intubação de pacientes está em falta na maioria dos estados brasileiros e já há investigação, inclusive, em dois estados (Rio de Janeiro  e Amapá) para apurar mortes de pacientes que não tiveram acesso a essas medicações.

    No hospital filantrópico Ibiapaba CEBAMS, aqui em Barbacena que  atende além da população local, mais 51 municípios da região e é referência no tratamento de doenças cardíacas e oncológicas e está na retaguarda a estes  pacientes  mais vulneráveis à COVID-19, a farmacêutica Danielle dos Santos Lima explica que os medicamentos em falta são importantes para diversos tratamentos, além de atender pacientes infectados com coronavírus. São, em geral, anestésicos; bloqueadores neuromusculares e sedativos. Para driblar a situação alguns protocolos de atendimento estão sendo alterados em comum acordo com os médicos para que enquanto não se normaliza o fornecimento destes medicamentos no mercado nacional a situação não atinja maior gravidade. Para apresentar esta situação e suas possíveis soluções nós conversamos com o Médico Júlio César Andrade, diretor técnico do Hospital Ibiapaba CEBAMS, médico intensivista com larga experiência e especialista em nutrição parenteral e a Farmacêutica Hospitalar do Ibiapaba, Danielle Lima, responsável pela dispensação de toda a medicação que é fornecida aos pacientes do Hospital Ibiapaba que hoje está com 142 leitos, com 35 leitos reservados para pacientes com COVID, sendo 10 leitos de UTI.

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