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Falsos profetas, políticos e IBOPE

A crônica de Francisco Santana

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Há um fascínio geral para conhecermos o futuro. Obteremos sucesso em determinado negócio? Serei feliz naquele relacionamento? Vou acertar os números na mega sena? Como será minha vida daqui a 40, 50 ou 100 anos?

Sobre o tema, Alan Kardec assim se pronunciou: “Em princípio, o futuro é desconhecido e apenas em casos raros ou excepcionais Deus permite que seja revelado. Se conhecesse o futuro, negligenciaria o presente e não agiria com a mesma liberdade, porque seria dominado pelo pensamento de que, se uma coisa deve acontecer, não tem por que se preocupar, ou procuraria dificultar o acontecimento. Deus quis que assim fosse, para que cada um cooperasse no cumprimento das coisas, até mesmo daquelas a que gostaria de se opor. Preparai-vos sem desconfiar e os acontecimentos sucederão no curso de vossa vida”.

Ainda de acordo com Allan Kardec os que possuem, em certo momento, um pressentimento, intuição vaga de coisas futuras, são chamados de médiuns. “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV).

Cresci ouvindo falar dos pais e mães de santo, astrólogos, numerólogos, tarólogos, oráculos, videntes, adivinhos, pitonisas que sempre eram procurados com o intuito de prever o futuro. Conheci um comunicador que ludibriava os ouvintes escrevendo diariamente horóscopo. Ele fazia um rodízio de signos. O Touro de hoje será o Sagitário de amanhã. As características de Gêmeos já serviram para ilustrar Leão, Peixes, Libra e os demais. Ninguém nunca reclamou e o programa era líder de audiência.

Nesse ramo futurista, não podemos nos esquecer daqueles falsos médiuns cheios de orgulho e egoísmo que usam da credulidade ou ingenuidade popular se passando por espíritos de bondade fazendo curas e previsões. A mediunidade é sagrada e como tal, deve ser praticada santamente e religiosamente. Quando Jesus disse aos apóstolos: “Ide! Expulsai os demônios, curai os enfermos”, acrescentou: “Dai de graça o que de graça recebeste”. Os centros religiosos e místicos crescem e se proliferam na proporção da ansiedade e desespero do ser humano. Ele se apega a uma ou a várias seitas na busca do lenitivo, bálsamo, cura e felicidade.

Estamos prestes a escolher nossos líderes políticos que governarão a nação brasileira, corrompida e enlameada. Em breve, escolheremos o Presidente da República, Senadores, Governadores de Estados, Deputados Federais e Estaduais. A mídia divulga esporadicamente as posições dos candidatos, uma verdadeira dança das cadeiras. O primeiro colocado de hoje poderá ser o terceiro de amanhã e o quinto galgará a primeira colocação. Essas pesquisas desnorteiam a cabeça do eleitor. Ao comparar as grandes vantagens percentuais, o eleitor diz: “Não vou votar no candidato “X” porque ele já ganhou”! Será estratégico? É aí que conhecemos a sigla mais famosa do momento: IBOPE. O que é isso?

Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Sua característica principal é fornecer dados para a tomada de decisões de marketing, propaganda, mídia, internet e mercado oferecendo ferramentas e orientações para os processos decisórios de seus clientes. Destacam as análises estratégicas e tendências do mercado avaliando oportunidades e riscos, serviços e produtos relacionados com a mídia, com aferições de audiências de TV, rádio, revistas, jornais e investimento publicitário, análise de audiência e monitoramento de publicidade na internet, pesquisa de opinião pública, pesquisas eleitorais e governamentais, pesquisa de mercado e consultoria para o mercado farmacêutico, monitoramento de notícias da imprensa, processamento de dados, etc.

A continuar assim, em breve não necessitaremos mais de juízes, jurados, conselheiros, árbitros, auxiliares e todo expediente que requer um julgamento. Tudo será decidido pela opinião pública. A perdurar os prognósticos, não haverá mais eleições, pois o IBOPE já escolheu os representantes. Precisamos cerrar nossos olhos e ouvidos às pesquisas e fazer nossas análises sobre os candidatos idôneos, éticos e confiáveis que farão de nosso país um bom lugar para se viver com segurança, saúde, emprego, educação, tornando a nossa sociedade justa, solidária, igualitária e fraterna.

 

“Se não quiser uma cidade suja, não deposite lixo na urna”.

(Mário Sérgio Cortella)

(Fontes: Internet/O Livro dos Médiuns/O Livro dos Espíritos/Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita/Internet).           

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