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    Barbacena, MG Previsão completa
  • Existe tratamento para os comportamentos suicidas na infância e adolescência?

    Existem algumas condutas que favorecem a vida quando tratamos de suicídio. São elas:

    • Hospitalização, quando necessária;
    • Precauções para prevenir tentativas futuras;
    • Tratamento de qualquer transtorno que possa contribuir para o risco de suicídio;
    • Encaminhamento para a Psiquiatria e para a Psicoterapia.

    As crianças que expressam pensamentos de querer se machucar ou que tentam cometer suicídio precisam de avaliação médica urgente. Qualquer tipo de tentativa de suicídio deve ser levada a sério, porque um terço das crianças que cometem o suicídio já havia tentado antes, às vezes em uma tentativa aparentemente trivial, como fazendo alguns arranhões superficiais no pulso ou engolindo algumas pílulas. Quando pais ou cuidadores diminuem ou minimizam uma tentativa de suicídio malsucedida, as crianças podem ver essa resposta como um desafio, e o risco de suicídio subsequente aumenta.

    Uma vez removida a ameaça imediata à vida, o médico decide se a criança deve ser hospitalizada. A decisão depende do grau de risco em permanecer em casa e da capacidade da família de oferecer apoio e segurança física à criança. A hospitalização é o modo mais garantido de proteger a criança e é geralmente indicada se os médicos suspeitarem que a criança tem um distúrbio de saúde mental grave, como depressão.

     

    Se a hospitalização não for necessária, as famílias das crianças que retornam para casa devem se assegurar de que armas de fogo são retiradas da casa e que medicamentos (incluindo medicamentos sem receita) e objetos pontiagudos são tirados ou trancados em um local protegido. Mesmo com essas precauções, a prevenção do suicídio pode ser muito difícil, e não há medidas com garantia de sucesso.

     

    Se a criança tem um transtorno que pode contribuir para o risco (como depressão ou transtorno bipolar), os médicos tratam esse transtorno, mas esse tratamento não elimina o risco de suicídio. 

    Os médicos geralmente indicam as crianças para um psiquiatra, que pode oferecer o tratamento medicamentoso adequado, e para um psicólogo que pode oferecer tratamento psicoterapêutico como, por exemplo, a Terapia Cognitivo-Comportamental. O tratamento é mais bem-sucedido se o médico acompanhar o caso.

    Valeska Magierek – Neuropsicóloga do Centro AMA de Desenvolvimento em Barbacena.