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  • Empreendedorismo mineiro: a história de Joaquim Rolla e seu interesse na área de cassinos

    Joaquim Rolla foi um empreendedor mineiro como poucos, pois o seu tino comercial e a sua paixão pelos cassinos levaram-no ao êxito ainda muito jovem, visto que com um pouco mais de 30 anos já ambicionava comprar o Cassino da Urca, no Rio de Janeiro.

    Neste artigo vamos mencionar alguns detalhes sobre a história deste empresário, a sua paixão por cassinos e o livro que conta a história da sua vida.

    Fonte: Pixabay

    Como Joaquim Rolla tornou-se um empresário do ramo de cassinos?

    Joaquim Rolla nasceu em São Tomé, interior do estado de Minas Gerais, em 1899, mas acabou sendo criado em São Domingos da Prata, cidade que fica a cerca de 300 quilômetros de Barbacena. Desde cedo o seu lado empreendedor aflorou ao vender gasosa, uma bebida alcoólica que é obtida através do abacaxi, para alguns alemães que foram trabalhar na região por volta de 1920.

    Não tardou muito para que ele começasse a tomar gosto pelos jogos de cartas, um primeiro sinal de que os jogos de cassinos teriam um papel importante em sua vida. Quando tinha por volta de 30 anos e algum dinheiro guardado, ele começou a nutrir o desejo de comprar o Cassino da Urca, no Rio de Janeiro.

    A sua vontade em adquirir o cassino foi manifestada publicamente quando estava sentado à mesa com alguns políticos importantes da época, impressionando-os por ser um jovem tão ambicioso. Eles acabaram fazendo uma sociedade e compraram o cassino.

    Depois disso, Rolla acabou abrindo muitos outros estabelecimentos pelo Brasil, como o Cassino do Icaraí, em Niterói, e o Palácio Quitandinha, construído em Petrópolis para ser o maior cassino hotel da América do Sul e que até hoje é um ponto turístico conhecido na região, apesar de não mais funcionar como um cassino. Inclusive, recentemente, foram divulgadas as projeções audiovisuais natalinas que devem acontecer na fachada do Palácio no ano de 2020.

    Fonte: Pixabay

    História do empreendedor é contada em livro

    No ano de 2012, foi lançada uma biografia – escrita por Euler Corradi e João Perdigão – que trouxe à tona diversas histórias sobre esse empresário. O livro, intitulado “O rei da roleta: a incrível vida de Joaquim Rolla”, comenta de forma profunda sobre a personalidade empreendedora de Rolla e também sobre sua história, que, de acordo com um dos autores, Euler, não é tão diferente da história de Barão de Mauá. Ele considera que ambas sejam importantes historicamente dizendo, ainda que uma tenha ficado muito mais conhecida do que a outra a nível nacional.

    O título do livro em homenagem a essa famosa personalidade, conforme é possível perceber, menciona a modalidade roleta, bastante popular nos cassinos mundo afora e que consiste em uma roda que gira e cuja bolinha para em uma casa numerada, que deve corresponder ao palpite feito pelo apostador. O nome desse jogo consta no título da obra por ter sido um dos que ficaram mais famosos nos cassinos de Joaquim Rolla, estabelecimentos que costumavam incluir também bacará e carteado. A quantidade de jogos oferecida nos cassinos do empresário era, certamente, bem mais reduzida do que o número de modalidades que são atualmente disponibilizadas nos cassinos online. Se acessarmos, por exemplo, uma plataforma como a LeoVegas, encontraremos ali, além da clássica roleta e do bacará, inúmeros caça-níqueis temáticos, blackjack, craps e modalidades ao vivo, como Crazy Time, que oferece diversos tipos de bônus aos jogadores. Esses são benefícios que a tecnologia trouxe aos dias atuais, no entanto, quando os cassinos de Joaquim Rolla estavam em funcionamento, entre as décadas de 1930 e 1940, eles funcionavam de acordo com o que havia de mais inovador na época.

    Além de o estabelecimento liderado pelo empreendedor oferecer jogos de cassino, ali também ocorriam shows que animavam os frequentadores. Inclusive, apresentou-se no seu cassino a cantora Carmen Miranda, que ficou muito conhecida nacional e internacionalmente por conta do turbante repleto de frutas que sempre usava na cabeça e por suas roupas extravagantes, sem mencionar, é claro, a bela voz que possuía. Joaquim Rolla ofereceu à artista um contrato longo para o Cassino da Urca, e ela apresentou-se diversas vezes por lá entre os anos 1937 e 1940.

    Como vemos, Joaquim Rolla é uma das personalidades brasileiras que merecem ser mencionadas com mais frequência ao público brasileiro, já que os seus inúmeros feitos podem servir de inspiração a diversas gerações cujo intuito seja crescer e empreender.