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Dos cupins aos besouros rola bosta: a importância dos insetos para o ambiente

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Por Júlia Gonçalves, membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana e graduanda em Ciências Biológicas no IF Barbacena, sob orientação do professor Delton Mendes

“ao contrário do que muitos imaginam, insetos são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecossistêmico. Ao ver um, a partir de agora, pense que é representante de uma dentre milhares de espécies, que percorreu um longo caminho evolutivo até chegar aqui, em 2019

Os insetos são animais invertebrados pertencentes ao filo dos artrópodes. Eles constituem o maior grupo da fauna terrestre, representando cerca de 80% de todo o reino animal, com mais de 1 milhão e 300 mil espécies diferentes, capazes de viver em diversos locais (vale destacar que ainda se conhece pouco sobre a vida microbiana em diversas partes do planeta, como bactérias e fungos).

Vanessa Sardinha, pesquisadora, afirmou, pelo portal Mundo da Educação, que a adaptação dos insetos, intensa, deve-se, “dentre outros fatores, ao seu tamanho pequeno, ciclo de vida curto e reprodução em grande escala. Além disso, o voo foi fundamental para o sucesso de algumas espécies, uma vez que possibilitou a busca por alimento e a fuga de predadores.”

Existem espécies de insetos que são conhecidos por transmitirem uma série de doenças aos seres humanos, como o mosquito Aedes Aegypti, famoso por ser vetor da dengue, da chikungunya, da zika e da febre amarela. Vários outros causam danos à agricultura, ou a coisas do cotidiano, como os cupins que se alimentam de madeira. Há ainda espécies parasitas, como as pulgas e piolhos, que literalmente habitam outros animais, que lhes são hospedeiros (inclusive nós, humanos).

Porém, importante ressaltar que a maioria dos insetos produz efeitos positivos sobre o ambiente, atuando de forma indispensável para o equilíbrio e manutenção dos ecossistemas terrestres, como as espécies de besouros, que constituem a maior parte do grupo dos insetos, com cerca de 700 mil espécies. Dentre eles estão os Besouros Africanos, também conhecidos como Rola-bosta. Segundo Marcus Byrne, “eles possuem um cérebro mais ou menos do tamanho de um grão de arroz, e, ainda assim, podem fazer coisas que não poderíamos nem imaginar. Basicamente, eles são totalmente desenvolvidos para lidar com sua fonte de comida, que é o estrume”. Esse inseto ganhou seu apelido em detrimento da sua ação de enterrar bolas de fezes no solo, onde deposita seus ovos para que se desenvolvam até a fase adulta, dando origem a outros besouros.

Sua importância vai muito além da fabricação dessas bolas de fezes. Eles ajudam na reciclagem da matéria orgânica, ao recolher conteúdo fecal da natureza, o que ajuda na reciclagem e fixação de nutrientes no solo. Também contribuem para a aeração, ao cavar os buracos para enterrar as bolas de fezes, propiciando maior oxigenação da terra e infiltração da água. Além disso, atuam como bioindicadores e ajudam no controle de pragas.

Nota-se, portanto, que, ao contrário do que muitos imaginam, insetos são fundamentais para a manutenção do equilíbrio ecossistêmico. Ao ver um, a partir de agora, pense que é representante de uma dentre milhares de espécies, que percorreu um longo caminho evolutivo até chegar aqui, em 2019, junto à humanidade, nesse planeta azul chamado Terra.

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças

 

 

Júlia Gonçalves
Membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena e graduanda em Ciências Biológicas, sob orientação do prof. Delton Mendes.

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