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Daltonismo foi segredo para goleiro brasileiro ir a 4 Copas do Mundo?

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O caso em questão foi revelado só com as chuteiras já penduradas, 18 anos após sua última Copa disputada (a de 1962) e 15 após a aposentadoria, no Paysandu. Trata-se de um ícone do Fluminense, o grande Castilho, considerado o maior arqueiro da história tricolor.

Castilho guardou este segredo por 18 anos, revelando que era daltônico apenas em 1980.

O daltonismo é uma disfunção ótica que altera a visualização e, logo, a distinção de algumas cores. Sendo daltônico, Castilho tinha mais facilidade para enxergar as bolas de couro. Por outro lado, sofreu mais para perceber a bola branca, quando esta passou a ser usada, sobretudo nos jogos noturnos.

 

Essa relação toda especial de Castilho com as cores pode ser mais bem avaliada através do seguinte episódio:

“Quando retornou à equipe, depois de um longo período de inatividade, durante o campeonato carioca de 1955, Castilho decidiu trocar o seu então tradicional uniforme todo negro (…) – que adotara desde 1947 – por uma vistosa camisa azul-cobalto ou azul-celeste (…)” (ROCHA, 2003, p. 32).

A justificativa de Castilho?

“- Para não dar ponto de referência aos atacantes para os chutes”.

 


Quem foi Castilho

Castilho estreou pelo Fluminense em 6 out. 1946, em amistoso diante do (também) Fluminense de Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais.

Fez 702 jogos pelo Tricolor das Laranjeiras, dos quais 255 sem levar gols (ou 36% dos jogos). Foi Campeão Carioca em 1951, 59 e 1964, e do Rio-São Paulo de 1957 (machucado, não atuou) e de 1960.

Esteve nas Copas do Mundo de 1950, 54 (quando foi titular), 58 e 1962.

Encerrou a carreira no Paysandu, em 1965, após ser emprestado pelo Fluminense.

Cometeu suicídio em 2 fev. 1987, ao descobrir ser portador de doença incurável. Pulou do 7º andar do edifício onde morara sua ex-mulher, em Bonsucesso. Estava com 60 anos de idade. Tal episódio suscita diferentes versões.

Também foi treinador, levando o Operário-MS ao 3º lugar do Brasileirão de 1977 e o Santos ao título paulista de 1984.

 

É considerado o maior goleiro da história do Fluminense e um dos melhores do futebol brasileiro em todos os tempos.

 

Foto 2 – Castilho no Fluminense

Bibliografia

ROCHA, Antônio Carlos Teixeira. “A era Castilho e Veludo”. In: ______. Os goleiros do Fluminense: de Marcos de Mendonça a Fernando Henrique. Juiz de Fora: Editar, 2003, p. 27-40.

NOTA DA REDAÇÃO – Helcio Ribeiro Campos é autor de publicações sobre Futebol e Geografia, como Identidade:reconhecendo alguns significados e territórios e Onze: Futebol e Ciências Humanas; mestre e doutor em Geografia Humana pela USP; professor do IF Barbacena.

Contato: helcio.campos@ifsudestemg.edu.br

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