Take a fresh look at your lifestyle.

Como conseguimos viver tanto tempo sem…?

Márcio Nogueira de Paiva

0 72

O computador, o celular e a Internet. As invenções que o ser humano é capaz de fazer realmente “são maravilhosas”. Grandes avanços da humanidade foram a agricultura e a domesticação de animais, permitindo que o homem deixasse de ser nômade, bem como o fogo, que permitia a ele o aquecimento do ambiente, de seu corpo e opreparo de alimentos, bem como a iluminação à noite. Mas a grande descoberta (invenção) foi a roda. Como não tinham pensado nisso antes? Como puderam viver tanto tempo sem ela? E como conseguimos viver tanto tempo sem o computador, o celular e a Internet?

 

Comecei a pensar nisso quando quase ficamos sem computador em nossa casa. O PC parou de funcionar às cinco horas do dia 14 de novembro, quarta-feira evéspera de feriadão.Meu notebook já se encontrava há um mês no conserto (coisa simples: só precisava de uma nova carcaça ou de uma usada, porém em bom estado). E como foi difícil resolver este simples problema. Mas aí fomos salvos. Às cinco e meia me ligaram. O notebook estava pronto e levei o PC para o reparo. Tudo bem né? Até aí sim. Mas como alegria de pobre dura pouco, quinta de manhã a Internet parou… Acionei o plantão da operadora, que me atendeu muito bem, mas os procedimentos remotos possíveis naquele momento não funcionaram e foi agendada a presença de um técnico somente para segunda de manhã. Vão-se os dedos e ficam os anéis. Ainda tínhamos a opção de ligar sexta de manhã para tentar o atendimento no próprio dia ou no sábado, caso houvesse algum cancelamento já agendado. Pelo menos ainda tínhamos isso. Então na sexta de manhã tentamos antecipar o atendimento e fomos informados que não seria possível. Mas havia um porém. O agendamento de segunda pulou para quarta. Isso seria impossível de aguentar. Pensar em seis dias sem Internet em casa leva qualquer um ao pânico. Depois de muita “insistência” ao telefone, argumentando que levaria o caso ao Papa Francisco ou ao Comando da Intervenção do Rio, fomos informados que a questão seria levada ao Supervisor da operadora. Como trunfo ainda tínhamos como acionar o futuro ministro da Justiça, outros futuros ministros militares e até mesmo o Chefe deles. Ufa, quanta gente! Mas não foi necessário usar a tropa de choque. No mesmo dia tivemos o atendimento agendado para sábado de manhã. E no sábado à tarde a Internet voltou a funcionar. Que história comprida! Isso porque não mencionei que conseguimos usar a Internet da vizinha, mas só na garagem. Dentro de casa não tinha sinal. Mas no sábadonossa vida voltava ao normal. O técnico era muito bom, excelente.

 

Retomando o pensamento inicial, já podemos prever o desuso e o fim dos notebooks ePC’s. Os smartphones já ocupando seu lugar. Para que ir ao supermercado, à pizzaria, restaurante ou ao banco? Temos tudo em nossas mãos. Ainda tenho fresco em minha memória as viagens de férias à Rio Esperadurante minha infância. Há mais ou menos quarenta e cinco anos a cidade só tinha um telefone (desses fixos que já estão desaparecendo) em um posto de atendimento comunitário. Ligar até poderia ser fácil, se as linhas, operadas por inúmeras telefonistas, não estivessem todas ocupadas. Gastávamos pouco tempo para ligar (cinco, quinze ou trinta minutos, ou voltávamos depois). Mas receber uma ligação era pior. Tinham que ligar uma vez pedindo para chamar alguém com previsão de nova ligação daí trinta minutos, uma hora ou no outro dia. O recado chegava depois de algum tempo ao destinatário, se fosse localizado, e só então o contato poderia ser estabelecido. Neste campo das comunicações vi a evolução e o declínio do Telex e do Fax. Vivi na época das fitas cassetes e das fitas cinematográficas (que deveriam ser entregues rebobinadas, senão tinha multa). A evolução é muito rápida. Os CD’s já são substituídos por pen-drives.

 

Mas as maravilhas das invenções humanas às vezes não têm lógica para mim. Só existe vida com os elementos do oxigênio (ar) e da água. E o que nos move? Primeiramente os alimentos, que nos dão energia. Nos termos da energia é que me pergunto: a humanidade soube como usá-la? E nos momentos certos? A descoberta do fogo (usada para a iluminação)ocorreu no Período Neolítico, cerca de 7.000 anos antes de Cristo, segundo alguns historiadores. Mas um estudo da Academia Americana de Ciências publicado em 2012 afirma que o homem dominou o fogo há incríveis um milhão de anos. Seja um ououtro o período decorrido até Tales de Mileto, entre 624 e 546a.C descobrir as cargas elétricas e a invenção da lâmpada elétrica em 1879 foram muitos, mas muitos anos.Como podemos, só agora, estarmos testando veículos movidos a energia elétrica para fabricação em escala industrial?E o quê dizer do aproveitamento do ar para gerar a energia eólica? Quanto a água nós brasileiros sabemos muito bem o que são as hidrelétricas. A energia solar é pouquíssima usada em termos de seu potencial.

 

O Sol, o ar, a água e as fontes de energia limpa estão presentes em nossas vidas desde sempre. E, o homem, que é capaz de fazer “invenções maravilhosas” usaos combustíveis fósseis. Porquê? Para enriquecer alguns, colocando em risco o futuro do planeta. Mas não tem problema: já temos a solução. Marte ou outro planeta nos aguarda. Estamos trabalhando intensivamente nisso. Será que devemos trabalhar nisso com maior celeridade ou nesse ritmo está bom. Evacuação do Planeta Terra para daqui a 100 mil anos? Pela cronologia de nossa vida aqui podemos arrumar as malas porque a viagem é amanhã. E acorde cedo porque a última nave parte às 11 horas, e não é que nem o “Trem das Onze” que tem outro amanhã de manhã.

 

Ah! O problema da Internet. Como o computador não estava no lugar, alguém aproveitou para desembolar os fios, porque tentou uns dias antes puxar uma caixa de som para frente e não conseguiu porque o fio dela estava travado no meio dos outros. O técnico chegou e trocou um fio de lugar, plugando a Internet no local onde deveria estar (acho que de onde não deveria ter saído). Juro que não fui eu.

 

Bom fim de semana a todos. Aliás, boa viagem!

 

Márcio Nogueira de Paiva – Barbacena – 01/12/2018

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.