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Ciência pra quê?

A opinião de Delton Mendes Francelino

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O mundo moderno é marcado por constantes transformações. Já parou para pensar que até pouco tempo atrás, menos de 10 anos, Smartphones com tecnologia de internet móvel eram praticamente inimagináveis? Já refletiu sobre doenças e síndromes que, há poucas décadas, eram tidas como prenúncio de morte certa, e hoje são tratadas, curadas ou amenizadas? Quem diria, há apenas 5 anos, que estaríamos conectados todos via um aplicativo gratuito de mensagens pelo celular e que praticamente não usaríamos mais ligações via operadoras tradicionais?

A ciência é responsável por praticamente tudo o que temos hoje na humanidade, inclusive nossas práticas sociais, nossos modos de percepção do mundo, da natureza e de nós mesmos. Entretanto, ainda é extremamente desvalorizada, seja pela população em geral, seja por nossos representantes públicos. A conseqüência disso é nefasta: investimentos escassos, cientistas que não conseguem desenvolver seus trabalhos de pesquisa e, claro, uma educação falha de norte a sul do Brasil.

Ciência não é só laboratório, a quatro paredes. São vários os campos científicos que se dão nas ruas, nas matas, nos campos, nas cidades, nos guetos, gerando informação baseada em dados verídicos, comprovados e aplicados a partir de observação e estudo. Em contrapartida, cresceram nos últimos anos em todo o mundo pseudociências que defendem coisas absurdas, como a Terra plana, a evolução da vida na Terra como um processo provocado por um entidade celestial, a nossa não ligação com todos os outros seres vivos, como se fôssemos uma espécie mais importante no planeta. São apenas alguns exemplos de uma alarmante realidade que, infelizmente, tende a crescer nos próximos anos.

Como alguém que trabalha com a ciência e que tenta a popularizar, não posso deixar de me frustrar com vários exemplos típicos do cotidiano. Pessoas que se curam de doenças, como o câncer, mas nem reconhecem a ciência que foi responsável pela medicina, pela química e pela biologia que condicionaram seu tratamento. Governantes que afirmam, em rede nacional, que pesquisadores deveriam trabalhar mais ao invés de ficarem lendo e “cientificando”. Como pode? Como a ignorância pode prevalecer tanto, em pleno século 21?

A humanidade corre sérios riscos na Terra. A população tende a crescer junto com a expectativa de vida. O clima já se mostra instável como nunca antes vimos (nos recentes séculos) e, junto à devastação de recursos naturais, a vida futura de nossa espécie e de toda a biodiversidade planetária tende a passar por muitos problemas. A ciência avisa. A ciência comprova. Mas, infelizmente, como se vê, o obscurantismo avança e se mantém. Resta a todos nós, que gostamos e praticamos ciência, manter as lutas e cada vez mais popularizar o conhecimento para que, quem sabe assim, num futuro breve, vejamos um reconhecimento mais profundo de todo o trabalho e esforço desenvolvidos tão duramente.

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças

NOTA DA REDAÇÃO: Delton Mendes Francelino é Diretor Internacional do Instituto Curupira (MG, SP e EUA); Professor Col. Graduação em Ciências Biológicas/ IF Sudeste Campus Barbacena/MG; Site: https://deltonmendes.wixsite.com/meioambiente; Coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana e Educação Ambiental Crítica do IF Sudeste, Campus Barbacena, MG; Palestrante e professor: Meio Ambiente/ Eco cultura/Permacultura/Ecoeducação; Contato cel/+whatsapp:(32) 9 8451 9914

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