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Borboletas viajantes

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Você sabia que a Borboleta Monarca além de bonita é considerada o animal que mais viaja durante sua vida?

Júlia Gonçalves, do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Sudeste, graduanda em Ciências Biológicas, sob orientação do Prof. Delton Mendes

 

Com suas cores variadas e chamativas, as borboletas despertam grande fascínio por onde passam. Elas pertencem à ordem Lepidóptera e compõe a segunda maior diversidade de insetos, apresentando cerca de “15.000 a 28.000 espécies pelo mundo, embora muitas tenham entrado em extinção antes mesmo de serem catalogadas” (HypeVerde, 2018).

A vida de uma borboleta passa por quatro estágios: ovo, larva (lagarta), pupa (crisálida) e adulto (imago). Normalmente vivem entre 2 e 6 semanas e, logo que completam sua metamorfose, saem do casulo com propósito de acasalar e dar continuidade ao ciclo, sendo que, em média, as fêmeas botam de 100 e 500 ovos. Todavia, estudos apontam que a cada 100 ovos, apenas 2% chega à fase adulta.

Dentro do grupo, existe ainda uma espécie muito interessante, a Borboleta Monarca, que além de ser bonita é conhecida, principalmente, por suas enormes migrações anuais do Canadá/ EUA rumo ao México. Medem cerca de 8 a 12 cm de envergadura de asa com cores alaranjadas com linhas pretas. “Enquanto a maioria dos insetos hiberna no inverno, as Monarcas são as únicas borboletas conhecidas que migram como pássaros, fugindo do inverno. A jornada supera o tempo de vida do inseto, que é de aproximadamente dois meses – o ciclo de ida e volta é realizado por até quatro gerações da borboleta” (BBC News, 2016). Cientistas da Universidade de Massachusetts descobriram que para fazer esse percurso, as Borboletas Monarcas utilizam como instrumento de navegação seu relógio biológico, que funciona como uma espécie de bússola solar que se as orientam em sua jornada em busca de condições e recursos ideais a sua sobrevivência.

Assim como qualquer organismo vivo, as borboletas também fazem parte da cadeia ecológica, ajudando a manter o equilíbrio ecossistêmico. Porém, as Monarcas são se encontram com riscos de extinção, já que a cada ano os grupos que fazem a migração em massa são cada vez mais reduzidos. A perda de habitats e as mudanças climáticas, causadas principalmente pela ação antrópica, são as maiores ameaças a elas hoje em dia. Dessa forma, políticas públicas que objetivem acabar com esses impactos são extremamente importantes à sobrevivência dessas borboletas que, como visto, cumprem, tal como todos os outros seres vivos, importantes funções no equilíbrio da natureza.

Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Barbacena Online

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