• 19ºC
    Barbacena, MG Previsão completa
  • Axolote: vida em extinção

    Por Julia Gonçalves, membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana e Graduanda em Ciências Biológicas, no IF Barbacena, sob orientação do professor e pesquisador, Delton Mendes.

    Nos últimos anos, muitos amantes de aquarismo adquiriram um bichinho muito simpático: o axolote, uma salamandra totalmente aquática que faz parte da mesma classe que inclui os sapos e as rãs. Esses animais são originários do México e podem atingir até cerca de 30 cm, costumam ser pretos ou acastanhados, com variantes brancas ou albinas (mais comuns em espécies cativas) e são predadores de moluscos, pequenos peixes, larvas de inseto e de crustáceos (FCIÊNCIAS, 2013).

    Ao contrário de outras espécies de salamandras, os axolotes atingem a maturidade sexual sem passar pelo estágio da metamorfose, por isso, retém varias características da sua fase larval, como as brânquias externas em torno de sua cabeça e sua barbatana. “Além de ser extremamente fofo, o axolote mexicano é uma salamandra de particular interesse para os cientistas. No nível molecular, o animal parece ter um código capaz de burlar as leis da vida: ele pode regenerar seus membros e órgãos vitais, uma habilidade que os pesquisadores querem entender melhor para aplicações médicas” (GIZMODO, 2021).

    Apesar de tudo isso, esse anfíbio está ameaçado de extinção por causa da ação do homem. De acordo com a Super Abril (2016), “a população do anfíbio diminuiu drasticamente em 10 anos, embora não se saiba exatamente quantos deles existem no mundo […] estão sofrendo com a seca e a qualidade da água em seu habitat. Além disso, alguns peixes não-nativos foram inseridos na cadeia alimentar da região, tornando o Axolote um prato cheio para o almoço”.

    No mais, ainda existe a venda ilegal e sem controle dessa espécie em muitos países como no Brasil, por isso são protegidos por órgãos específicos e segundo a O Eco (2009), “para que sejam realizados a importação e comercialização desses animais é preciso de licença emitida pelo Ibama, além de registro do comprador e do comerciante no Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre”.

    Por tudo isso é sempre importante entendermos e nos informamos de onde vem qualquer espécie de animal antes de comprá-lo e entendermos os efeitos de retira-los de seu ambiente natural ou até mesmo destruí-lo direta ou indiretamente. Logo, “mais uma vez, fica evidente a importância de respeitarmos todos os seres, independente de tamanhos e proporções, pois todos fazem parte da indissociável rede ecológica que torna o planeta Terra uma raridade cósmica” (FERREIRA, 2020).

    Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Jornal Barbacena Online

    REFERÊNCIAS:

    RODRIGUES, S. Ibama resgata 57 animais de comércio ilegal em Brasília. 2019. Disponível em: https://www.oeco.org.br/salada-verde/ibama-resgata-57-animais-de-comercio-ilegal-em-brasilia/. Acesso em: 16 de maio de 2021.

    ABRIL, S. Os axolotes também estão em extinção. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/planeta/os-axolotes-tambem-estao-em-extincao/. Acesso em: 16 de maio de 2021.

    TAVARES, L. M. Axolote: vida em destaque. 2013. Disponível em: https://www.fciencias.com/2013/02/15/animal-em-destaque-axolote/. Acesso em: 16 de maio de 2021.

    SCHULTZ, I. Genoma do axolote pode revelar segredos para a regeneração. 2021. Disponível em: https://gizmodo.uol.com.br/genoma-axolote-regeneracao/. Acesso em: 16 de maio de 2021.