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    Barbacena, MG Previsão completa
  • As Três Marias

    Por Vitória Oliveira, membro do Laboratório de Escrita Científica do “Falando de Ciência e Cultura”, licenciada em Ciências Biológicas e membro do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena, sob orientação do professor Delton Mendes Francelino, coordenador do Centro de Estudos em Ecologia Urbana do IF Barbacena.

     

    Com a chegada do verão no hemisfério Sul é possível observar no céu noturno um grupo de estrelas que passei toda a minha infância observando no céu: As três Marias. As três estrelas, dispostas lado a lado no céu, na verdade não são uma constelação, para a cultura ocidental o trio compõe o cinturão da constelação de Órion. Apesar de facilmente vistas à olho nu, as estrelas azuis, estão a aproximadamente 1500 anos-luz de distância da Terra, isso significa que o brilho que emitem no nosso céu hoje, saiu da estrela há 1500 anos.

    Mintaka, Alnilan e Alnitak são os nomes de origem árabe utilizados para identificar cada uma das estrelas desse asterismo e significam respectivamente, a Pérola, Pedra preciosa e a Corda em referência aos  elementos que constituíam o cinturão de Órion. Para nós humanos, quando às observamos temos a impressão de que elas estão perfeitamente alinhadas no céu. Grande equívoco, as três estrelas estão muito longe uma da outra, Alnitak, conhecida cientificamente como Zeta Orionis, está há cerca de 1262 anos luz de distância da Terra; Alnilan, cientificamente nomeada como Epsilon Orionis encontra-se há 1344 anos luz da Terra; e por último, Mintaka, também chamada de Delta Orionis, está há 1239 anos-luz do nosso planeta. Considerando como parâmetro as distâncias astronômicas, realmente elas seriam classificadas como estrelas “próximas”, mas note que chega a existir uma distância de quase 100 anos-luz entre elas.

    Embora pequenas vistas por nossos olhos, às Três Marias são muito maiores e mais massivas que o Sol. Sua coloração azulada também indica que possuem temperaturas muito mais altas que as de nossa estrela matriz. Ainda que estejam muito visíveis no céu noturno do verão no hemisfério Sul, o cinturão de Órion pode ser visto no céu de praticamente todo o planeta. Nesse sentido, apesar de o mito mais conhecido sobre a constelação da qual as Três Marias fazem parte, a constelação de Órion, há outras interpretações para o grupo de estrelas em culturas distintas. Para os cristãos, por exemplo, às estrelas estão associadas às três mulheres que visitaram o túmulo de Jesus na ressureição. Também representam os três magos que estavam a caminho de Belém para o nascimento de Cristo. Já na cultura indígena dos guaranis, o trio de estrelas não fazem parte da constelação de Órion, elas fazem parte da “perna” do grupo de estrelas chamadas por eles de o “Homem velho”, sendo também consideradas sinônimo de fertilidade visto que, indicam a chegada do verão.

     

    Apoio divulgação científica: Samara Autopeças e Jornal Barbacena Online

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